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Blog de Benedito Machado


       CONFORTO E PROMOÇÃO DE STATUS

 

        Não sei se as coisas estão melhorando para todo mundo, mas para certos bichos, com certeza estão. Refiro-me aos “pets”, nome bonitinho com que começaram a ser chamados os cachorros, desde que esta última palavra caiu no gosto popular de denominar seus inimigos. Pois, além de receberem apelidos delicados e elegantes, nossos antigos vira-latas, agora, começam a gozar de novos confortos, nunca antes imaginados, quanto mais desejados.

        Antigamente, um sujeito era chamado ou conhecido, como tratador de animais; pois, hoje, não por conta dele, mas pelos seus hóspedes, ele passou a ser denominado “passeador”, “babá” e, até “anfitrião de hospedagem”, numa evidente subida de status, para quem trabalha no ramo, por conta da promoção de seus fregueses.  

        “Criada em 2014, a plataforma Pet Anjo traz opções de passeador, babá e anfitrião de hospedagem para animais de estimação. Na capital, há 1300 cadastrados, chamados anjos”. Crendos Padre, diria mamãe. “Anjos” agora são denominações dadas a passeadores de cachorros? E como se chamarão aqueles garotos e aquelas garotas que acompanham as missas, com suas roupinhas brancas e asinhas?



Escrito por B.Machado às 11h28
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       MULHERES, NEGROS E POBRES

 

        O noticiário policial sobre o crime, nos jornais brasileiros, é, simplesmente, irritante. Se alguém quiser fazer um estudo a respeito,  leia uma notícia referente e, pronto, aí está o modelo. Nomes de criminosos e vítimas variam, mas as histórias se repetem, não no episódico, mas no formulário ideológico da narrativa. As repetições só se diferenciam no estilo do articulista, ou nas denominações de locais e personagens. No geral, não há novidades.

        Um trecho, tirado ao léu de uma revista: “Em um país onde a desigualdade e a violência endêmicas vitimam cotidianamente tantos pobres, negros e mulheres”, ...etc. etc. Uma estatística bem urdida a respeito das vítimas e dos criminosos seria extremamente útil, para orientar os jornalistas, quando, como gostam de fazer, ultrapassam a narrativa dos fatos pelo fervor dos sentimentos expressos numa verborragia mal lapidada.

        Às vezes, parece que, inconscientemente, a cor da pele entra na história, como que para designar o status do criminoso: “crime do colarinho branco”, diz-se, como se os criminosos se preparassem cuidadosamente para não vestir uma camisa azul, na hora de afanar riquezas alheias. Ou é para não esquecer de designar o “branco”, quando o crime é cometido por alguém (na visão do jornalista) “estranho ao ninho”?



Escrito por B.Machado às 15h34
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       PROIBIÇÃO: O ESTÍMULO INDESEJADO

        Num velho “desenho animado”, o Pato Donald surpreende seus sobrinhos fumando cigarros. Não lembro direito das cenas, mas lembro do castigo que o tio lhes dá: um enorme cigarro a cada um e os obriga a fumar, estimulando a queima dos mesmos com um fole. Os sobrinhos desmaiam, amarelados e tontos.

        Não é das melhores pedagogias, mas que dá vontade de aplica-las, isso dá, não no caso, mas em outros tantos fatos de nossa vida comum, no convívio das cidades. Indo direto ao que interessa, a proibição da venda e uso das drogas não aumenta o desejo de seu vício aos jovens? Não vamos achar resposta que preste, para isso, pois ninguém vai querer fazer uma experiência que, por si só, já seria desaprovada por qualquer pessoa de bom senso.

        Isso me veio à memória com a notícia de um periódico recente: “Dados de 2013, mostram que o tráfico de drogas...controla 55% dos  morros cariocas. Os outros 45% estão nas mãos dos milicianos. Estima-se que um contingente de 2 milhões de pessoas vivam (sic) submetidas a abusos, extorsão e terror na região metropolita”.

        Já escrevi, algures, que se proibissem o açúcar, teríamos milhares de bandidos traficando o produto pela cidade. E, numa antiga peça de teatro, o autor discute a prostituição e outros “produtos” ligados à (i)moralidade, como consequência do excesso de ...... moralidade.



Escrito por B.Machado às 19h13
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                  (IM)POPULARIDADE

 

        Leio, num periódico, que a popularidade do presidente Temer permanece estacionada em 4%. Isso me levanta curiosidade, para não dizer suspeita, sobre muitas outras coisas que não a simpatia de nosso presidente. Não levanto dúvidas sobre a lisura da pesquisa, muito pelo contrário, acredito piamente no cuidado dos questionários, no esforço dos pesquisadores, na exatidão da matemática.

        O que me faz suspeitar dessa medida é a psicologia do próprio pesquisado. É verdade que nem todos procedem como aquele italiano da anedota: “Piove? - governo ladro”! Mas, não há dúvida que, assim como muitos acreditam que são vítimas do destino, ou da hereditariedade, não faltam aqueles que atribuem suas desgraças ao comportamento dos executivos governamentais e dos parlamentares. Fazem maus negócios, casam com a mulher errada e o culpado é o governo! Não que o atribuam diretamente, mas precisam objetivar sua raiva, então o mais fácil é atacar alguma coisa concreta, mas distante!

        Por outro lado, é notório como as pessoas prósperas e felizes, ou se esquecem do governo, ou o elogiam, quando surge a oportunidade. Quer dizer, como dizia mamãe, o governo é “limpa-limpa” da língua do povo, quando revoltado.       



Escrito por B.Machado às 17h53
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            ACABOU O INFERNO

 

            Não sei se todo mundo leu, mas uma revista deste mês deu-nos uma notícia auspiciosa: NÃO EXISTE O INFERNO! Quem faz tal afirmativa, depois de milênios de grande convicção a respeito foi .... o próprio Papa Francisco: “O papa afirmou que as almas ruins não estão sujeitas a um castigo real. Elas recebem o perdão de Deus, enquanto aquelas que não podem ser perdoadas estão destinadas a desaparecer. O Inferno, em suma não existiria. O que é certo, para o pontífice, é o desaparecimento de almas pecaminosas”.

            A novidade é interessante, mas revela uma sacanagem histórica: isso é coisa que se diga, depois de 2.000 de enganação? E essas pessoas, que, daquele tempo até agora (sem contar as muitas que não vão tomar conhecimento da novidade, por falta de comunicação) ralaram no arrependimento, fizeram promessas intervenientes, para se livrar das manchas na alma, com um medo desgraçado de penar na fogueira do Demo? O que vão achar disso?

            No Colégio, um padre, maduro o suficiente para não dizer bobagem, mas ainda bem consciente, para não deixar desconfiança de gaguice, contou uma história escabrosa, de um “detento” nas celas infernais, que implorava a um passante que molhasse o dedo na água é a encostasse em seus lábios! É sofrimento pra ninguém botar defeito!

            Mas, agora, então, tudo “é finito”: estamos livres das labaredas infernais, e das cutucadas dos ganchos dos demônios. É caso para sair de casa e tomar “umas e outras”, no bar, em comemoração com os amigos. Já pensou? É uma notícia muito mais auspiciosa do que saber que o PT não vai concorrer à eleição para Presidência do Brasil, ou que o Lula, finalmente, vai ficar trancafiado numa cela!  



Escrito por B.Machado às 11h30
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