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Blog de Benedito Machado


                A “BÊNÇÃO” DO ESTADO

        Claro que eu entendo: é preciso uma certa ordem para que as coisas funcionem de modo que todos as aceitem. Mas, esse esforço ordeiro deveria ser acompanhado de uma certa clareza de princípios, para que não se entenda tudo como uma espécie de “lei divina”, sutil ou obscura demais para a consciência do cidadão comum. Na antiguidade, não era estranho dizer que havia “mais coisas entre o céu e a terra” do que era possível aceitar pelo nosso fraco entendimento. Mas, atualmente, ninguém aceita que o mundo seja, assim, tão opaco à nossa compreensão.

        Um fato incompreendido é como um texto escrito em língua estranha. Mas sempre é possível encontrar alguém que possa “traduzi-lo. Assim, também, os desígnios dos “homens que mandam”. O tabaréu vai buscar nos “cartórios” os sábios que lhe dirão porque perdeu parte de sua fortuna, por conta de explicações incompreensíveis. Não o consolam, mas, por vezes, convencem-nos de que “isso acontece com tudo mundo”, razão pela qual não há do que se queixar. Quando todo mundo sofre o mesmo que nós, nossa dor não passa, mas tem seu lenitivo. O Estado nasceu para isso: equalizar os sofrimentos, para que ninguém se sinta tão desconfortável na sua desgraça.



Escrito por B.Machado às 10h21
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             RACIONALIDADE ?!!

        Milhares de pessoas são jogadas às feras ou à fogueira porque praticam uma nova religião, que prega o amor ao próximo e a redenção eterna. Depois, aqueles que foram perseguidos se tornam em maioria e começam a perseguir, matar e colocar na fogueira aqueles que resistem à nova pregação. E esse “esporte”, passado de geração em geração, foi usado por outras doutrinas e regimes, dando a impressão de que o desejo geral era de divertir-se com a desgraça alheia, não importando se, para isso, fosse preciso adotar um novo credo religioso ou doutrina política.

 

        Claro que isso não pode ser usado como uma espécie de resumo da História Humana. O ser humano não é tão simples assim, que pudesse ser reduzido a um único tipo de estupidez: ele é muito mais complexo, e sua estupidez, como seu engenho e arte (não dá para negar) são ilimitados. Será que os antigos teceram uma História estúpida e imoral pelo desejo de divertir ou horrorizar seus pósteros? Ou essa estupidez e imoralidade era uma forma de diversão, incompreendida nesta chamada era da razão? 



Escrito por B.Machado às 10h07
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             BRASIL: “DEFEITO FÍSICO”

        Leio, numa antiga estatística, que a China com uma população de 1.339.200.000 de habitantes, teve, num certo ano, um total de 9.387 assassinatos, enquanto que o Brasil, na mesma época, com seus de 193.400.000 de habitantes, chegou a 36.792. É uma desproporção brutal. Diz-se que, na China, muitas pessoas sofrem com o problema da fome, dada a grande demanda por alimentos, para uma população tão numerosa. No entanto, o Brasil, apesar de sua rarefeita população, considerado seu imenso território, apresenta, paradoxalmente, os mesmos, ou talvez mais problemas, nesse sentido.

 

        A que se deve essa situação? Cada qual, segundo a escola teórica que segue, apresenta uma resposta: hábitos familiares, tradições arraigadas, fraca escolaridade. Mas tudo isso não esclarece o assunto. Isso me faz lembrar da uma prima que, para cada questão difícil de explicar, quanto a situações peculiares de certas pessoas, famílias ou comunidades, atacava com o bordão: DEFEITO FÍSICO! 



Escrito por B.Machado às 21h36
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       CANNABIS SATIVA EM ALTA

 

        Leio, na revista Veja, que começa a haver, entre os governos de vários países, um momento para regulamentar o uso da maconha. O comunicado começa claro: “Diego Oliveira, de 38 anos, assumiu o cargo de secretário-geral da Junta Nacional de Drogas (JND) do Uruguai quando a lei que regulava o consumo de maconha no país ainda não havia sido aplicada integralmente”. Nessa época, o Parlamento já havia aprovado a medida. “Não havia sido aplicada integralmente” diz a notícia, quer dizer que, parcialmente, já havia.

        Bem, mais cedo ou mais tarde, estaremos, também, nesse barco. Já narrei, aqui, que já estivemos “nele”, mas, por via de algum espírito de porco, “desembarcamos” e, por artes do demo, o consumo, do qual não tive nem percepção nem conhecimento, naquela época, quando então, a maconha, como produto medicinal, apodrecia na prateleira das farmácias.

        Bem, para se ver o potencial de comércio da cannábis, vendida como “recreativa”, ela já possui mais de 20.000 cidadãos registrados, 8145 interessados em cultivar a planta e 78 clubes “qualificados para fornecer a erva para fins medicinais de 45 sócios.

 

        NB: Dita dessa maneira, a revelação da notícia pode parecer “triunfal”, como se eu estivesse interessado na “tal”. Não é bem esse o caso. O problema, que eu já mencionei em outro artigo, em que dizia da existência da maconha em farmácias, em outros tempos, pela qual ninguém se interessava, é que, quando mais se proíbe uma coisa, mais gente se interessa por ela. Não é preciso ir longe: nunca vi qualquer notícia de um índio brasileiro, nudista por conta de sua cultura, interessar-se, ostensivamente, pelos joelhos e partes anexas, de alguma donzela! 



Escrito por B.Machado às 19h56
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                  BETTY FRIEDAN

        Pode-se, até, não concordar com ela, mas que é divertido ler o que ela escreve, isso é:

        - É comum ouvir dizer que as líderes feministas são pouco femininas. A senhora concorda com isso?

        BF – Essa caracterização é um produto dos mass media, os meios de comunicação de massa. E eles, possivelmente, são influenciados pelas forças que desejam opor o homem à mulher, para que se torne mais fácil a opressão de ambos. É fácil entender as intenções dessas forças. Para impedir a libertação da mulher não são necessárias as máscaras contra gases, símbolos de uma espécie nova de violência. Basta transformá-la num objeto de humorismo.

 

        BF – Essa situação do casamento é tão ruim que basta um comediante na televisão dizer “minha esposa” para que toda a assistência caia no riso. 



Escrito por B.Machado às 19h04
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O SENTIDO “TORTO” DAS PALAVRAS

ANALGÉSICO – Supositório do companheiro

BARGANHA - Companheiro que recebeu um botequim de herança

CATAPULTA – Companheiro que foi pro inferninho

 

CELULAR – Companheiro que segue a doutrina do Lula.  



Escrito por B.Machado às 10h39
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O SENTIDO “TORTO” DAS PALAVRAS

COVEIRO – Companheiro que planta couve

DEBALDE – Companheira enfrentando a falta d’água

DEPRESSÃO – Panela para cozinhar feijão

DIABÉTICO – Companheiro que tem parte com o diabo

ESCRACHADO – Companheiro que esqueceu o crachá

ESTOURO – Touro que vai para a “Parada Gay”

 

EXTRAÍDO – Companheiro que deixou de ser corno



Escrito por B.Machado às 09h59
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Do livro

”IGUAPECIDADE DO HUMOR FRATERNAL”

                  ARTISTA ARTEIRO

        A invenção da fotografia no século XIX facilitou o penoso ofício dos retratistas. Entretanto, a cômoda reprodução das coisas e pessoas não aboliu o nobre pendor artístico dos pintores. Muitos deles adotaram com gosto os novos processos de passar, mecanicamente, as imagens do mundo para o papel, sem, no entanto, renunciar à paleta e aos pincéis. No Brasil, temos o exemplo admirável de Hercule Florence, inventor de um processo de reprodução fotográfica, independente do francês Daguèrre, que, no entanto, continuou a desenhar suas admiráveis aquarelas, imprimido sensibilidade às passagens, coisa difícil de realizar pelos processos físico-químicos.

        Também nosso conterrâneo, Cassiano Teixeira, era fotógrafo sem ter renunciado às habilidades de pintor. Alguns incidentes no exercício da profissão deram-lhe lugar de destaque, na crônica humorística da cidade. Procurado por um japonês, para tirar uma foto, perdeu a toada, mas não a criatividade. Apresentou outra foto, de outro japonês, confiando na ideia de que todos os japoneses são iguais. O freguês, entretanto, não se reconheceu no retrato, não por estranhar as feições, mas porque pousara com gravata borboleta e a figura estampada na foto estava com gravata comum.

        - Foi a tinta que escorreu – justificou o astuto fotógrafo, sem perder a pose.

        Em outra ocasião, um romeiro lhe pediu para pintar um quadro que expressasse o milagre do Senhor Bom Jesus, que o salvara de perecer no mato, onde, desorientado se perdera. Cassiano desenhou uma floresta cerrada e a entregou ao devoto.

        - E onde estou eu? Perguntou o romeiro.

 

        - Você está perdido no meio da floresta, replicou o artista.  



Escrito por B.Machado às 09h18
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                    EMPODERADAS

        Sempre fico na dúvida quando busco saber, pela História, pela Bíblia ou pelas informações dispersas, em conversas, quando começou o chamado “movimento pela emancipação da mulher”. Começando pela minha infância, em minha família havia tal harmonia na distribuição de tarefas e responsabilidades, que nunca percebi qualquer conflito nesse sentido de “quem manda mais”, do qual só tive consciência já passada a adolescência.

        Essa “cabeça” de artigo deve sua origem ao título de uma reportagem da Revista “VEJA”: “EMPODERADAS DO SAMBA”, que se referia, naturalmente, à iniciativa de uma “puxadora” de samba-enredo, contrariando o costumeiro predomínio masculino na área. Assim mesmo, como que entrando no espetáculo com “ares” tímido, ela terá um companheiro, do qual estará “ao lado”, como explica o artigo, desculpando-se, ao que parece, pela audácia da moça. Cá entre nós, o machismo, às vezes, surge em sua plenitude, na base do “eu mando”, “eu quero”, ou pior ainda, de forma impublicável, mas, na maioria das vezes, pelo menos nos últimos tempos, disfarçado em escorregadias figuras de linguagem.

 

        O Carnaval é uma antiga e arraigada tradição brasileira, então eu achava que, em meio a tantos e tantos desfiles, essa situação de destaque da mulher não fosse tão raro, assim, tirando, é claro, a preferência dos fotógrafos pela nudez das fantasias. Pois, pasmem os leitores, conforme informação da mesma revista, essa moça será “a terceira mulher na história dos desfiles da capital a interpretar um tema das grandes escolas”. É machismo pra ninguém botar defeito! 



Escrito por B.Machado às 19h54
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              # ME TOO – ÉÉHHH?

        “Ora direis! Ouvir mulheres / Certo, perdeste o senso! / Eu vos direi, no entanto / Que, ao ouvi-las / Arregalo os olhos / Pálido de espanto...!” 

        Não lembro direito da caricatura, feita há tempos, sobre uma mulher “perseguida” por um macho afoito. Ela foge, “espavorida”, como dizia um velho amigo, e o homem desiste. Quando percebe a desistência, a mulher pára e, olhando para trás, chama pelo perseguidor, não lembro bem como, mas de maneira cômica. Esse me parece o retrato mais realista dessa situação “caça às bruxas”, promovida, isso sim, por algumas bruxas, contra os homens em geral, realmente, mas, aparentemente, contra os “estupradores psicológicos”, como alegam.

        Parece-me, digo modestamente, mas tenho certeza, realmente, que os arautos desse movimento, e suas seguidoras, naturalmente, estão confundindo “macho afobado”, com “sujeito sem educação”. É preciso considerar, e já vou dizendo minha opinião, antes de pensar em fechar as considerações, que o grande afluxo de matutos (entenda-se, sujeitos atrasados de pequenas comunidades) para as cidades civilizadas, em função da perda das oportunidades de mão-de-obra, no campo, pela troca homem-enxada por trator-manobrista, centenas do primeiro time por poucos do segundo, está saturando de testosterona o ambiente mais sofisticado das cidades.  

 

        Esse verdadeiro “choque de civilizações” deveria despertar mais a atenção das autoridades educacionais (e da mídia esclarecida) do que a das donzelas ofendidas. Afinal, educação, no sentido mais genérico, não é só saber onde fica a Austrália, mas, principalmente, até onde podemos ir, no trato com nossos semelhantes. E, isso, quer dizer, no trato com todos os cidadãos e, não só, com as donzelas saltitantes! 



Escrito por B.Machado às 16h40
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             PALAVRAS, PALAVRAS....

        Falando sobre o “avanço do crime”, em sua coluna na revista “VEJA”, proclama a comentarista Dora Kramer: “Ministro após ministro, da Justiça e/ou da Defesa, todos em tese sabem o que deve ser feito: mudanças profundas na legislação atual para início de conversa, direcionamento de recursos suficientes e criação de uma estrutura para a ação coordenada, em âmbito nacional, de polícia, Ministério Público, Judiciário e sistema penitenciário”.

        Pronto, a fórmula perfeita para resolver todos os problemas de criminalidade brasileira, desde aqueles provocados pela miséria, passando por outros, causados pela “injusta distribuição de renda”, (conforme comunistas, socialistas e outros menos votados) até descer ao âmbito das falhas da educação. “Estrutura para a ação coordenada”, belas palavras, ou palavras mágicas, que parecem feitas para pronunciamentos solenes, após os quais todos os problemas seriam resolvidos, por influência da divina oratória.

 

        O que não se diz, porque o pensamento anda voando em estratosféricas cogitações, é que as pessoas não são iguais, nem na sua aparência, nem no seu caráter. Por conta disso, o que se traduz, nessa diferença entre os humanos, é o direcionamento desigual de ações, seja no âmbito do trabalho, da educação ou... por que não (?), do crime. Criminosos tanto saem no tiroteio e no assalto aos bancos, como na conquista de cargos ou negócios escusos (e quase legais), assim como (por que não?) de posições políticas, por meio de enganosas transações e promissores discursos. 



Escrito por B.Machado às 16h21
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TAÇÃOAOS MEUS CONTEMPORÂNEOS

OS 10 PRIMEIROS SINTOMAS DO MAL DE ALZHEIMER

        O mal de Alzheimer se desenvolve lentamente e, por isso, muitas pessoas não sabem se o problema de esquecimento está relacionado a velhice ou a doença. Deborah Halpern, pertencente a uma entidade de cuidadores em Kensington, Maryland, nos Estados Unidos, faz a seguinte comparação:

“Uma pessoa bastante idosa pode esquecer frequentemente onde deixou as chaves. Mas alguém que sofre com Alzheimer, quando encontra o que está perdido, não faz ideia do que se trata”.

Veja os sinais de alerta para esta terrível doença:

1. Perda de memória: esquecer ocasionalmente nomes é normal, mas quem tem Alzheimer esquece cada vez mais coisas ao longo do tempo.

2. Dificuldade em realizar tarefas do cotidiano.

3. Problemas com a linguagem: o vocabulário fica cada vez mais curto e difícil de compreender.

4. Sensação de que está perdido e sozinho, mesmo em meio à família.

5. Comportamentos estranhos, como sair de casa com roupas íntimas.

6. Passividade: quem sofre de Alzheimer tende a esquecer as coisas que gostava de fazer e acaba ficando muito tempo sentado em frente à televisão.

7. Problemas de raciocínio para executar simples tarefas, como usar um cartão de crédito ou preencher uma folha de cheque.

8. Perda do senso, como colocar as chaves no congelador.

9. Mudança repentina de humor, indo da calma à fúria sem nenhum motivo.

10. Tristeza cada vez maior.

 

Conselho: A melhor coisa a se fazer é estimular a mente.



Escrito por B.Machado às 11h28
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                     DO DESEJO AO SUBLIME AMOR

           

            O primeiro impulso do homem pela mulher que lhe chamou a atenção, é a posse, o domínio, o exercício do sexo, a exacerbação dos instintos naturais. Mas, como dizia o poeta, “há uma pedra no meio do caminho”: as convenções sociais, o impedimento das leis, a censura, a distância imposta pelos costumes. Sob o peso desses entraves, o desejo vai tomando novas formas, conformando-se, aderindo aos códigos e regulamentos vigentes no seu entorno. E, então, aquilo que era puramente a manifestação de um instinto natural, vai assumindo a linguagem convencional, o exercício de gestos, palavras e outras manifestações, aceitas no grupo humano a que pertence, e, então, a grosseria dos impulsos instintivos vai se transformando naquilo que se chama amor.

            Assim, se formam os casais, aceitos pelo resto da sociedade, que tem adrede preparado o ritual pelo qual se recebe o antes “macho” desejoso, agora transfigurado no “marido” amoroso. E isso não se consuma com relutância pelo parceiro desejante, mas é aceito como um “pedágio”, que, sob diferentes modos, ele já aceitou em outras passagens da vida, e não custa aceitar nesta, já que seu  “custo” compensa os prazeres com que sonha, para compor um futuro glorioso.

 

 



Escrito por B.Machado às 06h57
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De uma postagem em 24/09/2012

 

                          CELIBATO DOS PADRES

           

                A discussão sobre o celibato dos padres é recorrente, no tempo. Surge aqui e ali, de vez em quando, e logo é abafada pelas vozes mais qualificadas. Mas nunca, nunca mesmo, durante essas discussões, se coloca o problema principal: o padre não vive de brisa, ele tem um ganho e, com isso, poderia juntar um patrimônio, como tinham os padres do tempo do Império, que geriam fazendas e possuíam escravos. Isso deve ter acontecido em muitos lugares, além do Brasil, e os problemas surgiriam, muito além do simples fato de que o padre tivesse uma vida sexual ativa: a questão da propriedade, das indenizações, etc.

               A propriedade da Igreja é da Igreja, e quem a gere é o Papa. Se ele fosse casado e tivesse filhos, pode-se imaginar como ficariam as riquezas acumuladas no Vaticano? Não sei se isso ainda acontece, mas a Igreja tinha ações de muitas empresas e geria um banco. Quem não queria ser filho de um Papa, o homem mais rico da Itália (até mais que o Berlusconi)? Por isso, no antigo Vaticano, quando acontecia um “acidente” de alcova, o Papa logo adotava o filho como “nepote” (sobrinho, em italiano), a fim de garantir-lhe um meio de vida, no meio das batinas, sem que ele pudesse reivindicar algum bem dos tesouros acumulados.   

 

               Toda essa discussão vem a propósito da observação do recém-nomeado arcebispo de Teresina (PI), dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, que diz que o Papa não é infalível, e que o celibato “é uma disciplina da Igreja que pode mudar”. Mas, ainda segundo a notícia, o Papa considera o celibato “imprescindível”, o que coloca os reformistas como desobedientes. Enfim, parece que o Papa considera que o mundo (e, naturalmente, as pessoas e os padres, enfim) vai ficar sempre com está. E o arcebispo de Teresina que, pelo nome, Jacinto Furtado, deve ser um nordestino arretado, deve estar achando que o Papa tem pouca experiência do mundo real.



Escrito por B.Machado às 21h39
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             CRENDOS PADRE!

 

Leio o resumo de um capítulo de uma novela televisiva:

 

“Laura (Bella Piero) vai se livrar dos traumas pelo abuso sexual cometido por Vinícius (Flávio Tolezani) no passado e conseguirá transar com Rafael (Igor Angelkorte) na novela "O Outro Lado do Paraíso". Depois da condenação e, logo em seguida, o assassinado do estuprador na penitenciária, o casal resolve tirar alguns dias para espairecer e, durante a viagem, a filha de Lorena (Sandra Corveloni), de quem recebe apoio após depor no tribunal, tem noite de amor por vontade própria com o marido”.

 

 



Escrito por B.Machado às 11h28
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RELEMBRANDO .... (De uma antiga postagem)

 

 

Nos primeiros séculos de nossa Era, os cristãos achavam que a maneira mais rápida de alcançar o paraíso celestial era desafiar as leis romanas e, consequentemente, acabar numa arena, para serem devorados pelos leões, ou, numa hipótese mais “otimista”, agonizarem pendurados numa cruz. Em pleno século XXI, somos assombrados pela informação de que, no chamado Oriente Médio, há milhares de jovens dispostos a se explodir com uma bomba, no meio de algumas dezenas de “infiéis”, para com isso alcançar o céu, onde os aguardam 70 virgens, repousando graciosamente em confortáveis almofadas de seda, num salão alcatifado (em princípio esse privilégio é só do portador dos explosivos; aqueles que explodirem com ele, só Deus sabe aonde vão parar). Percebemos assim que, do ponto de vista da estupidez, não houve muitas mudanças, nestes últimos dois mil anos. 



Escrito por B.Machado às 10h55
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             VISITAS AO BLOG

 

        Dou uma olhada no Blog: oito visitas, tirando a minha própria, sete. Sete pessoas tiveram a curiosidade de saber o que andei  pensando, por esses dias, ou em outros, ou o que inventara, por fora da realidade, como fazem os ficcionistas imaginosos. Mas alguém já disse que não existe ficção, as histórias “inventadas” são apenas transfigurações de outras, realmente vividas (ou sonhadas) pelo autor, ou por pessoas de suas relações.  

        Quem serão essas sete pessoas? Algumas, tenho certeza, conheço, ou conheci, em “outros carnavais”. De qualquer maneira, não soube, nem vou saber, o “porque” dessa visita. Olhar uma “escrita” alheia, é quase como visitar, secretamente, a casa de alguém e conversar com ela, uma conversa secreta, em que alguém fala sem conhecer seu interlocutor, e outro escuta, sem que o primeiro saiba disso.

 

        Acho que esse tipo de conversa é aquela em que existe a mais completa sinceridade. Quando conversamos com alguém, pessoalmente, temos o cuidado (no que somos imitados pelo interlocutor) de evitar qualquer ideia ou fato que possa “cutucar” a sensibilidade do ouvinte. Falar (ou ler) num (ou um) Blog é como “confessar” às paredes, como dizia a letra de uma antiga composição musical.  



Escrito por B.Machado às 10h39
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       UFA – NOS LIVRAMOS DESSA!

        “O PTB desistiu da indicação da deputada federal Cristiane Brasil (RJ) para ocupar o cargo de ministra do Trabalho, disse à Reuters nesta terça-feira a assessoria de imprensa da direção nacional do partido”.

 

        Estou meio atrasado no comentário, mas, enfim, antes tarde do que nunca. Já não é de hoje que esse sujeito, pai da “tal” que desistiu do cargo, vem perturbando, com suas bravatas e seu jeito de político do agreste, o já não tão decente ambiente político brasileiro. Essa indicação de sua filha, para um alto cargo da República, seria o ápice da “esculhambação”.  



Escrito por B.Machado às 10h13
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                  O AMIGO CHATO

 

        “O Brasil tem sido sistematicamente evitado pelos líderes mundiais que vistam a América Latina”, diz um artigo, na seção Internacional, da Revista Veja. E cita uma batelada de líderes e altos funcionários estrangeiros que estiveram na América do Sul, e “saltaram” sobre nossos 8 milhões e fumaça de quilômetros quadrados, sem dar sequer um aceno aos “grandes líderes” que nos governam, depois da “PTempestade”!

         Comparações, entre o mundo dos mandatários e o nosso humilde mundinho nem sempre são compatíveis com análises políticas, já que estas lidam com questões inimagináveis no mundo real de nosso dia-a-dia. Mas você visitaria um conhecido chato e desagradável, só para lhe ser amável? Duvido! Pois o Brasil, e não é de hoje, vem sendo governado por uma sequência de “sapos coaxantes” que não atraem nem os mandatários mais chinfrins de nosso conturbado planeta.

 

 



Escrito por B.Machado às 09h52
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             FUGA DE CÉREBROS

        Pessoas de boa formação intelectual saem das comunidades atrasadas por conta do atraso delas, ou o atraso dessas comunidades é motivado pela “fuga” das pessoas de boa formação intelectual? Eis um aparente impasse no estudo do fenômeno da fuga de cérebros, que ocorre em países como o Brasil e Paraguai, ou em pequenas comunidades, como Iguape ou Cananéia. Não é um falso problema, como discursam alguns “gênios da intuição”, mas uma realidade (a fuga, não sua explicação), facilmente constatável.  

        “Vá embora, filho, e não volte mais”! – dizia o maduro personagem de um antigo filme, ao moço que pretendia buscar a sorte em outro lugar. É o que, talvez, diriam os pais dos emigrados, se o sentimento da perda não lhes dilacerasse o coração. Não por acaso, um filme com esse tema sai num país como o Brasil. Vai governo, vem governo, sai democracia, entra ditadura, volta democracia, e as coisas continuam como sempre foram. E os jovens? Ora, os jovens vão ficar velhos e se adaptar à situação.

 

        A última frase do período anterior, expressão de um conformismo preguiçoso, talvez seja mais comum do que se pensa. Eu disse “conformismo preguiçoso”, mas, talvez, devesse dizer fatalismo realista. Afinal, não nos falta percepção, ou, então, a situação é tão evidente que não escapa ao mais distraído dos observadores. De qualquer modo, esse fato histórico continua, e não vejo, nem nos programas de candidatos políticos, nem nas reclamações dos possíveis prejudicados, qualquer apelo ou esforço para resolver a situação.  



Escrito por B.Machado às 09h54
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RELEMBRANDO – De meu BLOG em 27/06/2006


                    O “NEGÓCIO” DAS DROGAS

            Sim, viciados em drogas, houve um tempo em que vocês não eram perseguidos. Baudelaire fumava ópio, Freud era um entusiasta da cocaína, que usava como anestésico, mas também como um ótimo estimulante; Carlos Castañeda, (A erva do diabo) e Aldous Huxley (As Portas da Percepção) preferiam a mescalina; Edgar Allan Poe, bem esse estava sempre de porre, nem sei bem tudo o que ele usou, mas Somerset Maugham (Um drama na Malásia, Contos dos Mares do Sul) “puxava uma fumaça” em suas viagens pelo Oriente. Naquela época, a coisa era até meio snob, tanto que Conan Doyle fez de seu herói fictício, Sherlock Holmes, um usuário eventual de cocaína, para colocá-lo “up to date”. Agora, pasmem: em farmácias de Iguape, na década de 40, era possível encontrar maços de cigarros “medicinais” de Cannabis Sativa, o apelido científico da maconha. Estragavam de velhos, na vitrine, pois, naquela época, a preferência geral era pelos cigarros que só dão câncer.

            Como se vê, a proibição das drogas deu um grande estímulo ao seu uso. Isso é o resultado da síndrome do Paraíso. Como sabem os leitores da Bíblia, se Deus não tivesse proibido ao primeiro casal humano de comer o “fruto da árvore do meio”, eles talvez nem tivessem percebido sua existência. A mesma coisa aconteceu com as drogas: postas fora da lei, despertaram a curiosidade dos jovens (e dos velhos assanhados) de todo mundo.  A procura aumentou e levantou o problema da produção e distribuição. A melhor solução foi a chamada “economia informal”, na qual não se pagam impostos, não tem tabela de preços, não se faz desconto; não há vendas a prazo e não se cultiva o feio hábito da inadimplência: quem não paga “desaparece”. Todas essas vantagens, que já tinham sido comprovadas durante a chamada “Lei Seca”, nos EUA, estão sendo confirmadas atualmente, num mercado que, no estilo MacDonald, está globalizado.

 

            A grande preocupação dos traficantes é manter a proibição. Para isso, eles devem providenciar, continuamente, generosas contribuições, por vias indiretas, claro, com as instituições religiosas, políticos demagogos e moralistas em geral, para as campanhas antidrogas. Por falta desse “know how”, é que os gângsters americanos perderam tão cedo seu “negócio” com as bebidas alcoólicas. Os traficantes de drogas atuais, com maior visão empresarial e melhor organização (a ponto de funcionarem até dentro das penitenciárias), parecem estar garantidos por muito tempo, no seu empreendimento “comercial”



Escrito por B.Machado às 12h19
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       POLÍTICA BRASILEIRA (E IGUAPENSE)

        A política brasileira passou de “Nero”, no tempo, (anterior, durante e posterior) de Getúlio ditador, quando a divergência podia resultar em morte, para “Cícero“, (quousque tandem, Catilina...), na “fase” Jânio (discursador) Quadros, até “Júlio Cesar”, no “mar-de-rosas” do elegante Juscelino Kubitschek. Essa sequência, foi “mal-e-mal” acompanhada em Iguape por A1, A2...B1, B2...e ... X1, X2.... (coloque, aí, leitor, os nomes).

        Não é de se estranhar o paralelismo. A política é um reflexo da sociedade, num espelho meio deformado, mas fiel, a seu modo, aos movimentos dos costumes. E os costumes “cavalgam” no noticiário jornalístico, no zum-zum da praça pública e no diz-que-diz da vizinhança. Assim, as comunidades de um país, de um continente (em menor grau) e do mundo (pontualmente e cheio de contradições) se enriquecem ou “contaminam” com as mesmas informações ou sentimentos, resultando, consequentemente, nos movimentos sociais que deságuam no poder político.      

 

        No momento, parece que as coisas se acalmaram, na maioria dos países, e o cidadão pode sair às ruas, numa época de eleição, sem se arriscar a ficar no meio de um tiroteio, entre os disputantes do poder. Ao contrário do que pensam as pessoas piedosas, não foi o Cristianismo, nem o Direito, que endireitaram as coisas, botando consciência na cachola do povo. A maior parte da população mundial, ou não é cristã, ou, em o sendo, não pratica nenhum dos rituais, nem conhece os Mandamentos de Cristo. O que consertou o mundo (pelo menos parte dele) foi a tranquilidade dos pais, em saber que não vão ver seus filhos chorarem, diante de pratos vazios de comida!     



Escrito por B.Machado às 18h16
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Repeteco de 27/02/2007

                           A FÉ

Por um lado, o Brasil se entusiasma pela glória de ter seu primeiro santo reconhecido pelo Vaticano. Por outro, os psicólogos andam discutindo a possibilidade de que a fé no sobrenatural, que se traduz por uma miríade de crenças, seja o resultado da ação de algum gene, isto é, faz parte da própria biologia do homem, tanto quanto o tamanho do cérebro ou a cor da pele. Nesse caso, com profetas ou sem profetas, o homem acabaria se ajoelhando e rezando para alguma entidade invisível e poderosa, implorando pela sua ajuda na hora da desgraça, e para a garantia de um repouso eterno, no paraíso, e os santos continuariam a pulular, aqui e ali, para facilitar a vida neste “vale de lágrimas”. O ceticismo, cujos primeiros representantes conhecidos surgiram na velha Grécia, há dois mil e quatrocentos anos, estaria sendo reduzido a uma possível ausência ou ineficiência desse gene e não o resultado de um raciocínio lógico, levado às últimas consequências

 

 



Escrito por B.Machado às 16h48
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                    A PRIMEIRA VEZ...

        Você lembra da primeira vez que gadunhou uma mulher na cama? Então, isso faz pouco tempo, o você é muito jovem, ou tem uma memória prodigiosa...ou, ainda, o “caso” foi tão excepcional, que nunca se repetiu em sua vida. “Sorry”, como diria Sherlock Holmes!

        Acredito que uma mulher teria maior facilidade, nessa relembrança. Mulheres, não quaisquer, mas só as “normais”, são mais amorosas, mais gratas aos eventos vitais, relembrando-os, com saudade ou com ternura, fazendo de seus pensamentos um repositório de saudáveis imagens das vivências passadas, ou, na falta delas, de esperanças futuras.

        O homem, vamos confessar, vive como um cão faminto em busca do sustento: acaba um “evento” (obrigado se entender; “caso” é termo muito manjado!) e lá vai ele em busca de outro, nem que seja com a mesma parceira. A “fome”, nele, não é um problema de carência, mas de desespero, como se o mundo fosse acabar amanhã.

        - Ora, direis, isso não acontece com todos, conheço alguns bem sossegados.

 

        Sim, sim, há homens e homens e há, ......também ..... o tempo, ah! o tempo, essa desgraça que vai amortecendo nossos impulsos, como uma espécie de elástico grudado no corpo, que nos puxa para trás! 



Escrito por B.Machado às 11h36
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          PUDOR, DECÊNCIA, RELIGIÃO

        Qual sua justificativa para defender (ou cultivar) o pudor? Religião? Civilidade? Respeito do próximo? Vergonha? Ou (desculpe o termo) frescura? Afinal, o que é o pudor? Timidez? Fingimento? Esta última explicação, às vezes, parece correta, quando percebemos que a pessoa se apresenta cheia de cuidados com algumas pessoas, mas se comporta com a maior licença com outras. Mas as outras explicações também são verossímeis, pois nem todo mundo é igual.

        O que não se consegue descartar, porém, dessa questão, é que o pudor permite uma convivência mais tranquila, na comunidade humana. Fôssemos todos permissíveis, transgressores, “caras-de-pau”, sem-vergonhas, enfim, a vida social se transformaria num conflito permanente. Porque todo mundo aprecia a intimidade de seus inversos sexuais, mas ninguém gosta de ver seu par exposto ao olhar ou, pior, ao “tato” de outro.

 

 



Escrito por B.Machado às 10h54
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            RELIGIÃO E DINHEIRO

        Não há atividade humana que consiga descartar de si a praga do “bem material”, do dinheiro e, até da ganância. Nos meus verdes anos, eu achava que bastava ser bom, rezar um pouco e, pronto, estávamos em dia com a Providência Divina. Mas os seres humanos não se contentam com o cultivo das virtudes, o sentimento de pequenez e dependência do Poder Maior: têm que organizar festas, construir prédios, ordenar rituais, como se Deus fosse uma espécie de Rei poderoso, exigente e cheio de etiquetas.

        Um trecho do livro IGUAPE....NOSSA HISTÓRIA, de Roberto Fortes (pg.51), fala sobre as antigas irmandades religiosas, nas quais se nota essa preocupação com a manipulação de valores, sem os quais, parece, a Fé não vai pra frente:

 

        “A da Senhora das Neves não tem Compromisso: de sua creação, são Irmãos todos os Casados nesta Freguezia, q.e pagam annualmente cento e secenta réis e os de Meza trezentos e vinte réis; ainda que de má vontade, e o maior mísero deles não pagão: do que rezulta não ter patrimônio algum, e ser tão pobre, q.e não chega o seu redito para pagar ao Parocho húa Capella de Missas, que se diz nos Sabbados do anno, e ao Mestre da Capella por tocar órgão: por devoção canta-se a Ladainha depois das ditas Missas: não dá  sepultura aos seus Irmãos Fallecidos, nem manda dizer mais Missas, do que as da mencionada Capella pelos Irmãons vivos e defuntos. Visto ter afrouxado a piedade, e o espirito com que foi creada esta Irmandade, hoje precisa de reforma, organizando-se de novo com Irmãos voluntários, novos annuaes. Compromisso com approvação Regia e alguns previlegios para assim afervorar a devoção”. 



Escrito por B.Machado às 18h18
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             O AMOR NÃO É NADA FÁCIL

        Certos indivíduos que se dão ao luxo de se entregar aos prazeres da cerveja, vinho ou cachaça, escondem, na verdade, nos recônditos de sua consciência, um pesado fardo: disfunção sexual, ou disfunção erétil, como chamam, fria e cruelmente, os médicos! Já pensou? O cara descobre, na hora H, que não vai dar no coro e, então, vai ao bar e pede uma cachaça. É um lenitivo pouco consolador, pouco gratificante, como diriam os psicólogos, mas quebra o galho, naquele momento. O problema é apagar a dor do fracasso.

        Em geral, o tal sujeito não percebe, ou nem quer saber disso, que as mulheres são bem compreensivas com essas infelizes falhas da natureza. Claro, nem todas, mas você, o leitor, não ia escolher para uma “chacoalhadinha” logo o pior tipo de mulher, aquela que não me atrevo a dizer o apelido, mas que todos conhecem.

 

        O fato é que essas “traições” da natureza são comuns, mas não são permanentes. Sua principal característica é a surpresa: quando menos se espera, lá estão elas, como se fosse uma gripe súbita ou uma dor de barriga inesperada. E não adianta espernear. Como se diz, em outras ocasiões, mas com incríveis similitudes semânticas, o negócio é “colocar a viola no saco” e partir para outra conversa. 



Escrito por B.Machado às 18h40
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O ALIMENTO ESPIRITUAL DOS BASBAQUES

        “Glamour Marginal”, diz o título de um artigo da Revista Veja, sobre Basquiat, “jovem pintor negro” que pensa revelar “quanto há de lenda cultivada e de talento, na obra de Jean-Michel Basquiat, o ex-artista de rua que ganhou fama instantânea e morreu de forma trágica, há vários anos”. Estamos, aí, diante de um título atrativo, acompanhado de um subtítulo para lá de charmoso. Atrai para a leitura, mas, esta, não convence; e muito menos convencem os exemplos de sua obra, bosquejos infantis e destrambelhados, próprios para análises psiquiátricas sobre o estado de espírito do autor.

        “Negro”, “marginal” e, pronto, estão acessas as luzes da mente de pessoas ingenuamente piedosas e ilusoriamente convencidas de seu talento na apreciação da arte. Vou começar pelo principal: as pinturas do artista em questão que, acredito, foi o que melhor o autor do artigo pensou em exibir, são uma palhaçada, rabiscos que eu censuraria, delicada mas firmemente, se fossem obra de meu filho, a partir de seus dez anos. “Empulhação” é o nome mais adequado para esse tipo de coisa.

        O mundo dos críticos de arte não está menos livre de empulhação. O sujeito faz uma faculdade de arte, adquire alguma notoriedade com artigos e opiniões e, pronto, está apto a proferir profecias, mandamentos e critérios sobre os objetos artísticos. Então, (refiro-me a alguns, naturalmente) começa a proferir barbaridades a respeito de todo artista que ousa enfrentar o público das galerias, crente de que, assim, está colaborando para a cultura do país.

 

        Seria o medo do passado, quando, se não me engano, até Monteiro Lobato desferiu diatribes venenosas contra os iniciantes da então, logo chamada, Arte Moderna? Parece que os críticos têm medo de, algum dia, no futuro, serem chamados de cegos ou ignorantes, por não perceberem as “descobertas”, a “criatividade”, a “inovação” de seus artistas contemporâneos. A História está cheio disso e, parece que, aqui, a mestra dos tempos, não está ajudando muito, com suas “ameaças” latentes, aos que ousam pensar por si mesmo e dizer verdades duras! 



Escrito por B.Machado às 11h49
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       NAMORADOS, CHUPINS E CASANOVAS

        “Todas as mulheres são prostitutas, menos a minha mãe e a do leitor”!  – Assim iniciou Pitigrilli, em uma de suas mais populares novelas.  Exagerado, ou não, o escritor se tornou o escândalo “meio fingido” de algumas damas, a divertida piada das periguetes, além de se constituir na “pulga atrás da orelha” de muitos namorados e maridos. A afirmativa se tornou piada para uns, preocupações para outros e angústias para muitos. Afinal, como diziam os versos de uma velha música, pedra no sapato dos amantes sinceros: “ninguém é de ninguém / na vida tudo passa”....

        Bem, mas antes de mais nada, tratemos de distinguir e nomear alguns dos personagens visados: “Chupins” eram aqueles cavalheiros (ou cafajestes, para seus inimigos) que só esperavam a dama arranjar um namorado, para “dar em cima dela”. “Casanova” já era um conquistador mais experimentado, com “bom olfato” para mulheres vacilantes, e que costumava “visitar” o próprio leito conjugal da dama em questão, às vezes, previamente avisado da ausência do titular da mesma.

 

        O fato é que poucas mulheres tiveram o desplante ou a ousadia (quando não o fingimento) de se proclamar intocáveis por esses piratas urbanos, o que não passou despercebido (com muito desgosto) pelos seus pares. E, assim, prosseguiu o velho mundo, dos salões às praças, das janelas aos templos (sim, aos templos, pasmem!), na sua sarabanda de psius, piscadas, toques e convites enviesados...... 



Escrito por B.Machado às 09h03
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AFIRMATIVAS (MAIS OU MENOS) ABSURDAS

“A cada ano, um paulistano passa, em média, o equivalente a 45 dias parado no trânsito – o que, segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, gera, no fim do período, um prejuízo de 40 bilhões de reais”. – Veja-24/01/2018.

- “No Rio de Janeiro, o tempo médio gasto em congestionamento é de treze dias, e isso resulta, de acordo com o governo estadual, em uma despesa anual de 35 bilhões de reais”

“Gasto” para quem, “cara pálida” – ou de outra maneira: se alguém “gasta” ou “perde” uma determinada quantia, “gasta para alguém” ou “perde para alguém”. Afinal, quem está levando esse dinheiro para seu cofre? O Governo? Os bandidos? O demo?

 

Os autores dessas afirmativas não levam em conta que a variável tempo está em qualquer tipo de ato ou fato real, e ainda que, antes dos automóveis (e seus congestionamentos) ia-se a pé, de um lugar a outro, fosse numa cidade ou de uma cidade para outra. Uma viagem a pé, de certo ponto a outro, em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo, poderia levar horas, ou, em alguns casos, dias. 



Escrito por B.Machado às 21h23
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              O GRITO DE GUERRA

        - Puta-que-o-pariu, - gritou o padre Pedro, no momento em que “pregou-lhe” (iguapês) uma canelada, quando descia a saliência que separava os dois planos do soalho da sala de aula. Estivera perorando sobre as benesses da virtude, numa aula em que misturava Filosofia com Religião, começando pela primeira, sempre salientando sua “função primeira”, legado imorredouro do velho Sócrates. Naquele momento, entretanto, Sócrates e todas as virtudes filosóficas e religiosas foram para o espaço, na explosão de seu protesto contra a dor, provinda dessa peça que o destino lhe pregou.

        Aos meus ouvidos, o palavrão não causou espécie (como se dizia, imitando – talvez- o velho Machado), pelo contrário, relembrou velhas cenas iguapenses, quando o palavrão não era xingação, mas protestos “cidadãos”, contra as armadilhas da vida ou o arbítrio dos tiranos. Naquele tempo, eu não havia aprendido, ainda, que xingar era um hábito universal, só que com outros nomes, dos quais eu só lembrava, por força da curiosidade, de alguns sinônimos, no velho Inglês: to scold, to curse (estranho!), to swear at!

 

        O que me causou espécie, disfarçando o risinho, foi a facilidade com que o termo veio à boca do padre, a familiaridade que ele mostrou com o protesto chulo, revelando aos nossos olhos o “humano” que se escondia sob a sisuda (judicius, discening – em Língua Inglesa) batina, símbolo de sua responsabilidade moral, perante o batalhão de alunos.  



Escrito por B.Machado às 14h12
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              RELIGIÃO POLÍTICA E SEXO

        Em primeiro lugar, vamos ser sinceros: baixaria é muito mais notícia, quando os envolvidos são exatamente os que deveriam combatê-la. É verdade que o mesmo não se dá no mundo político, onde......bem, não precisa explicar. Mas, o fato é que, apesar de sabermos que os sacerdotes não deixam de ser humanos, apesar de todo seu aparato clerical, ninguém os perdoa, quando tentam imitar, nas suas fraquezas, o restante da humanidade.

        O papa Francisco subiu ao pontificado exatamente quando a Igreja Católica era acossada por acusações contra seus comandados, aqueles que deviam dar o bom exemplo, mas que estavam “rodando por fora”, das recomendações clericais. Daí que “assumiu o trono convencido de que precisava abrir um combate cerrado aos escândalos de pedofilia”, como noticia conhecido órgão de imprensa.

 

        Entretanto, antes que a indignação e as medidas correlatas do pontífice começassem a fazer efeito, eis que, no Chile, o pontífice é recebido com protestos. Claro que essa reação não é contra ele, mas contra seus comandados, mas isso é natural: quando os comandados erram, é o chefe que “leva as pedradas”. Essa reação de parte do povo é acrescida pela má notícia de que o Catolicismo, em termos de números, “tem despencado no Chile desde os anos de 1990”!  



Escrito por B.Machado às 11h12
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NOTA

 

DEU A LOUCA NO BLOG – Por alguma razão desconhecida (pelo menos, do autor) este Blog apresentou por 3 vezes o mesmo artigo, com o título “MORE NO GLOBO TERRESTRE”. Pedimos desculpas aos leitores!  



Escrito por B.Machado às 11h14
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VALE A PENA LER DE NOVO (Meu Blog – 30/10/2008)

 

                   REVOLUÇÃO E LOUCURA

            Che Guevara se enfiou no sertão da Bolívia, tentando convencer os camponeses a fazerem uma revolução no país. Se, antes dessa aventura, ele fosse consultar um psiquiatra e confessasse seu desejo, o médico teria aconselhado sua internação numa clínica, com tratamento de choque elétrico e banho gelado, até passar o delírio. Pois como é que um sujeito vai inculcar Marx na cabeça de um monte de gente ignorante, analfabeta, que vive de plantar matéria prima da cocaína?

            No domingo que passou, saiu novamente uma reportagem sobre a famosa "Guerrilha do Araguaia": 70 homens se infiltraram na selva para tentar uma revolução comunista no Brasil. O partido responsável por essa grande aventura de libertação é o mesmo que tem (ou teve? – é tão importante que a gente nem acompanha) o grande "intelectual" Aldo Rebelo, como presidente - aquele cujo maior feito parlamentar foi tentar eliminar as palavras estrangeiras de nosso vocabulário. Mas voltando aos guerrilheiros, só no confronto com o contingente do exército, mandado para combatê-los, a proporção já ficou de 10 a 1. Isso sem contar a qualidade dos armamentos, o preparo, a posição de caçador, sempre melhor que a da caça.  

            Depois, um de seus comandantes (tão capacitado para a guerrilha que foi capturado antes de começar a luta) foi o Genoíno, o tal que tem um irmão, cujo secretário levava dólares na cueca. Tudo gente fina, como se vê. O que esse pessoal esperava fazer naquele mato? Sublevar os índios? A caboclada de lá não sabe nem o que é o Brasil, não tem ideia do que se passa no mundo, e esses birutas vão lá convocá-los para uma revolução bolchevista? Só se convencessem a todos de que teriam uma bolsa família garantida para o resto da vida.

            Entretanto, mais absurda do que essa aventura idiota foi a atitude dos militares que empreenderam o desbaratamento da guerrilha. A crueldade, a covardia, a falta de senso moral que esses militares demonstraram nega todos aqueles princípios que a gente ouve da boca dos generais que têm acesso à imprensa. Não havia nenhuma justificativa, nem para a guerrilha subversiva, nem para o seu combate, da forma como foi feita. O governo devia, simplesmente, ter convocado um batalhão de psiquiatras, uma centena de enfermeiros para aplicarem a camisa de força nos paranoicos, e submetê-los a um tratamento com tranquilizantes. A prisão e a tortura não curam ninguém da loucura. 



Escrito por B.Machado às 10h58
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           ASSÉDIO: O BOM SENSO, ENFIM!

        Enfim, começo a ver uns sinais de bom senso, nessa difícil questão do assédio sexual (é bom sempre manter esse “sexual” de acompanhante do termo anterior, porque de assédio para vender coisas, para pedir dinheiro ou favores, o mundo está cheio). “Uns sinais”, eu disse, porque ainda não vi o mais desejado desses sinais, aquele que nos mostra que o termo é “bissexual”, se é que me entendem, isto é, nós “homens” também somos assediados, ainda que em proporções e insistência menores, se bem que isso não indica falta de más intenções, mas de receio de uma reviravolta vergonhosa na estratégia da “cantada”.  

        Numa nota “MULHER MODERADA”- Revista VEJA, a atriz Gabriela Duarte, diz que “Simpatiza com a francesa Catherine Deneuve, que aderiu ao recente manifesto francês que ‘pede calma na hora de distinguir assédio sexual de cantada imprópria’. “Entendi o que ela quis dizer – ressalta a atriz. Se o mundo caminhar para o politicamente correto demais, vai ficar chato e complicado”. Afinal, pra ser sincero, mesmo entre os homens se sabe que “de cantada imprópria”, o mundo está “ti bi”! (o termo é velho pra cacete, mas ainda tem força expressiva).

 

        No fundo, no fundo, essa história de assédio, que afinal não é coisa nova, nem coisa só de homens (leiam a Bíblia que vocês vão ver a enxurrada de assédio feminino), acabou sendo uma bandeira meio “machista’ de mulheres pouco atrativas (ai, ai, ai – que minha mulher e minhas amigas não leiam isto!). Bem, não vamos exagerar, mas é bom reconhecer que assédio, num sentido mais abrangente, não deixa de ser aquela insistência de alguém, oferecendo algo que você não quer (pelo menos do jeito que o tal está oferecendo – entenda-se....) 



Escrito por B.Machado às 15h36
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       MORE NO GLOBO TERRESTRE

        Se você quer conhecer o mundo, more numa cidade pequena. Aqui, você tem tempo de ler jornais, acionar o computador, a TV, tudo isso com calma, pois tempo não lhe vai faltar. Você nunca estará atrasado para nada, o local do emprego é próximo, você pode até sair mastigando a última bolacha, que ninguém repara, e sua distração não o fará vítima do atropelamento de algum motociclista afobado.

        Numa cidade como São Paulo, você está sempre com atraso de alguns minutos, para tudo que quiser fazer. Se não tem carro, vai entrar na fila do ônibus, se tem, vai enfrentar um trânsito caótico, se quer ir a um espetáculo teatral, vai ter que se deslocar, num longo percurso, por duas vezes, a primeira para comprar o ingresso, antecipadamente, claro, pois se chegar na hora eles já estarão esgotados. Vai ter que enfrentar duas filas: uma para comprar o ingresso e outra, finalmente, para entrar na sala, onde usufruirá do prazer que lhe custou tempo e dinheiro.

 

        Estamos na era das comunicações fáceis, com o mundo todo, por todos os meios: quer falar com um parente? Esqueça o velho aparelho negro, de rodar o número desejado. Aparelhinhos espertos, manejados com um dedo, o levarão rapidamente ao redor do mundo, em busca de seus amigos e amigas, informação e carinho, lembranças e amores. Enfim, amigos, para quem não sabe, esse era a Terra dos Prazeres, que os antigos procuravam: nossos contemporâneos chegaram lá, mas esqueceram que isso era um velho objetivo. Então tomam tudo com naturalidade, como se o mundo fosse sempre assim, o mel de colherada, a alegria sem cansaço, o melhor lado do Paraíso! 



Escrito por B.Machado às 10h40
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       MORE NO GLOBO TERRESTRE

        Se você quer conhecer o mundo, more numa cidade pequena. Aqui, você tem tempo de ler jornais, acionar o computador, a TV, tudo isso com calma, pois tempo não lhe vai faltar. Você nunca estará atrasado para nada, o local do emprego é próximo, você pode até sair mastigando a última bolacha, que ninguém repara, e sua distração não o fará vítima do atropelamento de algum motociclista afobado.

        Numa cidade como São Paulo, você está sempre com atraso de alguns minutos, para tudo que quiser fazer. Se não tem carro, vai entrar na fila do ônibus, se tem, vai enfrentar um trânsito caótico, se quer ir a um espetáculo teatral, vai ter que se deslocar, num longo percurso, por duas vezes, a primeira para comprar o ingresso, antecipadamente, claro, pois se chegar na hora eles já estarão esgotados. Vai ter que enfrentar duas filas: uma para comprar o ingresso e outra, finalmente, para entrar na sala, onde usufruirá do prazer que lhe custou tempo e dinheiro.

 

        Estamos na era das comunicações fáceis, com o mundo todo, por todos os meios: quer falar com um parente? Esqueça o velho aparelho negro, de rodar o número desejado. Aparelhinhos espertos, manejados com um dedo, o levarão rapidamente ao redor do mundo, em busca de seus amigos e amigas, informação e carinho, lembranças e amores. Enfim, amigos, para quem não sabe, esse era a Terra dos Prazeres, que os antigos procuravam: nossos contemporâneos chegaram lá, mas esqueceram que isso era um velho objetivo. Então tomam tudo com naturalidade, como se o mundo fosse sempre assim, o mel de colherada, a alegria sem cansaço, o melhor lado do Paraíso! 



Escrito por B.Machado às 10h39
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        Estamos na era das comunicações fáceis, com o mundo todo, por todos os meios: quer falar com um parente? Esqueça o velho aparelho negro, de rodar o número desejado. Aparelhinhos espertos, manejados com um dedo, o levarão rapidamente ao redor do mundo, em busca de seus amigos e amigas, informação e carinho, lembranças e amores. Enfim, amigos, para quem não sabe, esse era a Terra dos Prazeres, que os antigos procuravam: nossos contemporâneos chegaram lá, mas esqueceram que isso era um velho objetivo. Então tomam tudo com naturalidade, como se o mundo fosse sempre assim, o mel de colherada, a alegria sem cansaço, o melhor lado do Paraíso! 



Escrito por B.Machado às 10h36
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        Se você quer conhecer o mundo, more numa cidade pequena. Aqui, você tem tempo de ler jornais, acionar o computador, a TV, tudo isso com calma, pois tempo não lhe vai faltar. Você nunca estará atrasado para nada, o local do emprego é próximo, você pode até sair mastigando a última bolacha, que ninguém repara, e sua distração não o fará vítima do atropelamento de algum motociclista afobado.

        Numa cidade como São Paulo, você está sempre com atraso de alguns minutos, para tudo que quiser fazer. Se não tem carro, vai entrar na fila do ônibus, se tem, vai enfrentar um trânsito caótico, se quer ir a um espetáculo teatral, vai ter que se deslocar, num longo percurso, por duas vezes, a primeira para comprar o ingresso, antecipadamente, claro, pois se chegar na hora eles já estarão esgotados. Vai ter que enfrentar duas filas: uma para comprar o ingresso e outra, finalmente, para entrar na sala, onde usufruirá do prazer que lhe custou tempo e dinheiro.

 

        Estamos na era das comunicações fáceis, com o mundo todo, por todos os meios: quer falar com um parente? Esqueça o velho aparelho negro, de rodar o número desejado. Aparelhinhos espertos, manejados com um dedo, o levarão rapidamente ao redor do mundo, em busca de seus amigos e amigas, informação e carinho, lembranças e amores. Enfim, amigos, para quem não sabe, esse era a Terra dos Prazeres, que os antigos procuravam: nossos contemporâneos chegaram lá, mas esqueceram que isso era um velho objetivo. Então tomam tudo com naturalidade, como se o mundo fosse sempre assim, o mel de colherada, a alegria sem cansaço, o melhor lado do Paraíso! 



Escrito por B.Machado às 10h35
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