Quem mandou o Brasil se meter na política alheia? Agora, os outros países vão reconhecer, aos poucos, o novo governo de Honduras e o Brasil ficou com o "mico". Para começar, já um dos chanceleres jogou na cara de nosso representante, na OEA, que o novo governo de Honduras é mais legítimo do que o do Iran, onde vige uma ditadura tipo medieval, disfarçada de democracia, e cujo presidente andou de braços dados com o Lula.
Todas as pessoas, com um mínimo de bom senso, sabem que nem tudo que brilha é ouro. Mas sempre transcorre um tempo entre a ilusão e a verificação, e nesse intervalo o falso metal pode ser vendido ou trocado. Passando desse vago campo teórico para a realidade, sabemos do papel da mídia, com seu poder de fazer as coisas brilharem, sejam ou não ouro, para serem vendidas a bom preço. Essa regra funciona para vender cosméticos, automóveis, livros, ou promover pessoas, ou mesmo, exaltar convicções ideológicas ou religiosas.
No mundo atual, o meio mais eficiente de fazer as coisas brilharem, sejam ou não ouro, é a mídia. Jornais, revistas e, principalmente, a televisão, transformam mediocridades performáticas em artistas, escrevinhadores em escritores, palpiteiros em filósofos, boquirrotos em políticos. Em geral, o público respeita o que sai multiplicado em letra de forma, exposto num cartaz, em praça pública ou, muito mais, ainda, multiplicado pelo "aparelho de fazer doido", como dizia Stanislaw Ponte Preta, da televisão.
Segundo um articulista, essa deformação das percepções do público, foi agravada pelo monopólio exercido por algumas empresas gigantes, no ramo das comunicações, com destaque para a Rede Globo e o Grupo Abril. Como eles conseguiram isso? Pela cartelização do mercado publicitário, que sufoca as pequenas empresas do setor. Como qualquer pessoa sabe, sem publicidade não há notícia, não há espetáculo. O público se acostumou a receber tudo de graça, ou, pelo menos com preço baixo, mesmo aquilo que vem em seu agrado ou benefício, como a diversão e a cultura. O cinema é subsidiado, o espaço do campo de futebol é vendido, a novela é dividida em espaços publicitários.
O advento da Internet e algumas providências governamentais estão diminuindo o poder dos cartéis, facilitando, assim, a vida das pequenas agências publicitárias, que viviam sufocadas pelas grandes empresas. Parece pouco, mas isso modifica de maneira sensível aquilo com que podemos contar, em termos de visualização do real-virtual. O cartel impede iniciativas no campo da cultura, do esporte e da diversão que não tenham um longo alcance, um grande IBOP, para dar nome ao boi. A concorrência pode facilitar o público na distinção entre o brilho fácil das lantejoulas e o brilho real do metal precioso.
Quando Obama venceu as eleições americanas, os petistas começaram a fazer logo comparação de Lula com ele. Obama é filho de um negro queniano, da tribo dos luos, e de uma antropóloga americana. Nasceu em Honolulu, morou em Jacarta, Indonésia e estudou em Harvard. Numa comparação pitoresca, o jornalista André Petry, menciona que para ser semelhante a Obama, quanto ao seu itinerário de vida, Lula teria que nascer na Ilha de Marajó, filho de um angolano com uma sexóloga de Cuiabá, tivesse morado em Bangcoc, na Tailândia e fosse formado em direito na Universidade de São Paulo (USP). Como se diz, em Iguape: "é fácil..."
Nada mais distante da idéia que a gente faz de um militar brasileiro que interesse comercial, globalização, enriquecimento a qualquer custo. Pois foi no tempo que os militares dominavam a política brasileira que começou a destruição da Amazônia, em benefício dos interesses comerciais. Um anúncio publicado na revista Veja, em 1970, mostra um mapa do Brasil, com destaque para a região amazônica, na qual havia bois e exploração de madeira, e uma frase: "Chega de lendas vamos faturar".
INCLUSÃO X EXCLUSÃO
O pobre gosta de ter tudo que os outros têm; o rico gosta de ter o que ninguém tem. Conclui-se, assim, que o pobre quer "ser incluído", isto é, igual a todo mundo, e o rico, "excluído", isto é, diferente da "massa". Essa situação é tanto mais paradoxal quanto à verificação de que o pobre é chamado de "excluído" por almas piedosas, reunidas em grupos, que lutam pela "inclusão" de seus semelhantes menos abonados. Mas o pobre, uma vez "incluído", se por circunstâncias favoráveis, dá sorte na vida e vira rico, começa a lutar para ser diferente dos demais, isto é, faz tudo para ser "excluído" de novo.
Enfim, a imprensa resolveu dar nome aos bois. Uma reportagem recente fala das plantações da coca boliviana como a origem do crime organizado e do vício da cocaína. A conversa fiada da relação entre a coca e as tradições andinas tem sido o pretexto para a manutenção de uma indústria responsável por grande parte dos crimes, no mundo inteiro, pois envolve tráfico, corrupção, mortes e estímulo à contravenção.
É interessante notar que se a coca fosse um produto agrícola norte-americano, a esquerda idiota já teria levantado o hemisfério sul para uma guerra contra os yanques. Sendo um produto sul-americano está livre de pecado, no catecismo bolchevista, e serve até para eleger um presidente, que deveria ser melhor denominado "rei da cocaína".
As nações que se desenvolvem sob a tutela de um estado paternalista, correm o risco de deixar sua população em uma espécie de adolescência estancada. O caso de Cuba é um dos exemplos paradigmáticos. Vivemos sob a "pátria potestade", de um governo caracterizado pela continuidade das pessoas no poder, que pretendeu subvencionar parte de nossas necessidades básicas. Com muito orgulho, os meios oficiais insistem em mostrar a gratuidade de todos os serviços médicos e da educação, em todos os níveis de ensino, assim como a existência de um mercado racional, que supostamente garante a cesta básica.
É elementar que os fundos públicos, que mantêm esses serviços, se nutrem dos valores intangíveis que os trabalhadores produzem e não cobram. Obviamente, trabalhar não é estimulante e o que se ganha apenas alcança o que é subvencionado. Papai-estado não permite que se expressem opiniões divergentes, muito menos que as pessoas se organizem em torno dessas idéias, que alcancem independência econômica e, ainda por cima, nos reclama uma infinita gratidão.
A revista Veja publicou uma reportagem sobre a recuperação biológica das famosas ilhas do Atol de Bikini, onde foram feitas as experiências americanas sobre os efeitos da bomba atômica. O que me chamou mais a atenção foi o destino dos 167 aborígenes, afastados de lá, por razões óbvias e, desde então, mantidos por compensações econômicas oficiais. Acontece que, entre as décadas de 40 e 50, e hoje, essa pequena tribo se transformou num contingente de 4.000 pessoas. Temos, assim que, em sessenta anos, uma população aumentou 24 vezes.
Agora vamos pensar em nossa Terra, que se pretende preservar, apenas a partir da preocupação com a poluição, sem pensar em moradia, alimentação e marginalidade social. Estamos com quase 7 bilhões de pessoas. Daqui a 60 anos, se tudo continuar assim, teremos 168 bilhões de pessoas? Se as coisas já não andam muito bem, atualmente, com tanta gente vivendo de bolsas isto, bolsa aquilo, como ficaremos?
Um recente romance indiano (O tigre branco – Aravind Adiga) narra a ascensão de um sujeito de espírito aventureiro, na Índia atual, meio atrasada, meio atualizada. O que chama atenção no comentário sobre o livro, de Miguel Sanches Neto, é o conceito de "gaiola social", em que vivem certas castas e regiões indianas, separadas do lado desenvolvido do país. O que caracteriza a "gaiola" é a situação que evita tanto que essas castas ou regiões sejam perturbadas, no seu tradicionalismo, quanto estimuladas para saírem dela. É um isolamento que não mostra sua cara, porque não prende ninguém, mas não estimula a que se saia dele.
A situação lembra muito o problema do subdesenvolvimento de regiões e grupos sociais, do Brasil. Centenas de cidades brasileiras, e Iguape é apenas uma delas, vivem nessa atmosfera de pasmaceira, incapaz de encontrar um caminho que permita entrar no ritmo e ao lado dos centros desenvolvidos. Houve uma época em que o Brasil era chamado de país subdesenvolvido. Entretanto, como alguns centros dinâmicos, como São Paulo ou a Zona Franca de Manaus, começaram a se conectar com o mundo globalizado, fomos promovidos a "país em desenvolvimento". O que não se colocou em destaque foi o contraste entre os "lugares" que se desenvolveram e aqueles que estacionaram – que não são poucos. São esses "lugares" que entram no conceito de "gaiolas sociais", isto é, lugares "protegidos" por bolsas famílias, verbas para isto ou aquilo e, principalmente, promessas de um "futuro feliz".
Em sua entrevista à revista Veja, Marina Silva, denominada generosamente "Imaculada", pela imprensa, depois de citar o principal alvo de sua decisão para candidatar-se à Presidência da República, os jovens, diz-se pertencer a uma "geração (que) ajudou a redemocratizar o país porque tínhamos mantenedores de utopia. Gente como Chico Mendes, Florestan Fernandes, Paulo Freire, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso." Belas palavras. É com esse discurso que se escrevem as "histórias pátrias" para nossas escolas.
Essa é uma mistura difícil de combinar. Fernando Henrique, leitor crítico de Marx, não combina muito bem com seu professor Florestan Fernandes, não só leitor, como seguidor, "crente", de Marx. Chico Mendes, um coió elevado a mártir da Ecologia, só combina com Lula, o espertalhão, pela sua condição de presidente de Sindicato. Paulo Freire é um pedagogo mais citado que imitado; sua pedagogia é a tentativa de parar a História com um choque de arcaísmo.
Apesar de sua boa vontade, não acredito que essas figuras façam boa companhia à evangélica ex-ministra. Tirando Chico Mendes e Lula, jejunos da cultura dos últimos quinhentos anos, os demais citados estão bem longe das convicções teológicas da ex-ministra, que ainda hesita entre o criacionismo e o evolucionismo, como se a tolerância, nesse caso, não fosse uma contradição, mas uma solução, embora, como lembraria Drummond, implique numa rima.
As cidades do Nordeste são famosas pelo grande índice de crimes de morte. Lá, homem que é macho não leva desaforo prá casa: resolve, na hora, com uma faca no bucho, ou um tiro no peito do ofensor. Embora não consiga superar essas idiossincrasias locais, a polícia não descuida dos pequenos desvios da legalidade, como perseguir os adeptos das lutas de galo. Foi o que aconteceu no bairro do Vergel, em Maceió, onde foi "estourada uma rinha de galo": "Nesse local a cena era ainda mais preocupante, pois crianças presenciavam toda a carnificina do evento, e ainda eram usadas como vigias. Elas avisavam caso a polícia aparecesse", informou o inspetor Jéfferson Santos, da PRF.
As investigações da PRF apontam que as brigas de galo são uma fonte de renda fácil (bobagem: renda fácil é dos deputados e senadores) dos donos das rinhas. "Quem não participava com os animais, apostava nos vencedores dos embates. Os proprietários arrecadavam com os ingressos, que custavam de R$ 3 a R$ 5, e ainda com comissões nas lutas. Alguns galos valiam em torno de R$ 5.000", (para o Sarney, isso não é nada) disse Santos.
NB – Em Iguape, no tempo em que as pessoas não compravam o frango morto e assado, havia criações de galináceos e as próprias crianças promoviam brigas de galo. Mas crimes de morte e roubos eram raríssimos.
José Rainha e Stedile, dirigentes dos Sem-Terra, ficaram milionários com o dinheiro doado pelas instituições nacionais e internacionais, para o movimento social que lideram. A invasão das plantações da Cutrale foi financiada e estimulada pela própria Cutrale. As terras ocupadas pelos laranjais foram griladas e, com a invasão, ela força o processo de regularização, que está demorando. A candidatura Dilma foi planejada num conluio entre o PT, o PSDB e as grandes empresas. Como todos sabem das dificuldades de uma mulher sem qualquer carisma (ela não é nenhuma Eva Perón) ganhar uma eleição majoritária, foi escolhida para perder. Assim, o PT, que recebe uma nota preta (naturalmente seus maiorias) para perder as eleições, não fica mal com o povo, e pode pleitear sua vez em outra eleição.
Essas e outras "notícias" correm pelos bastidores, para quem gosta de teorias conspiratórias, como aquela de que Jose Dirceu combinou com Roberto Jeferson para fazer aquela encenação, "sai daí Zé Dirceu", porque, livre do cargo ele ganharia muito mais fazendo lóbies para as grandes empresas, junto ao governo, cuja maquinaria ele conhece muito bem. Algumas dessas notícias são verdadeiras e de conhecimento geral, como o dízimo que os petistas têm que pagar para seu partido "pobrezinho". Esse dinheiro, manipulado pela direção também tem feito a fortuna de muitos. Não de Lula, claro, que já tem suas fontes próprias. Sua declaração na última eleição não chegou a um milhão de reais, mas, nestas alturas já deve ter ultrapassado essa quantia. Isso o dinheiro "declarável". Dólares na cueca têm que ficar por fora.
NB – A dificuldade de saber o que é mentira e o que é verdade, no mundo político, é resultado do próprio comportamento dos políticos. E eles não têm culpa disso. Se eles fossem sinceros e dissessem "eu gostaria que vocês votassem em mim, mas não tenho certeza se poderei resolver os problemas do país (do estado, da cidade), mas vou tentar"; ele não conseguiria ser eleito.
Sai um filme sobre o "milagre" do nordestino pobre que chega a presidente, alguns gozadores tiram sua "casquinha" e surgem as grosserias: "Por que não fazem um filme sobre FHC?", pergunta Berzoíni, desafiando a oposição. A respeito do pobre que chegou a presidente, já me referi a Juscelino Kubitschek, mostrando que Lula não foi o único. Também é bom lembrar que Jânio Quadros era um professor, que fez uma carreira política mais difícil do que Lula: começou como bom vereador, só que terminou como mau presidente.
A diferença principal entre Lula e os demais presidentes de origens modestas é que os outros estudaram. Lula não dá a mínima à cultura, no que não se diferencia da maioria dos brasileiros. Parece que seu grande eleitorado se identifica com ele a partir da própria ignorância. Não acho que isso seja bom, num mundo que exige cada vez mais o conhecimento, como meio de melhorar a vida, de si próprio e dos outros.
A ignorância de Lula faz lembrar aquela piada do amigo do presidente que queria um emprego. "Posso lhe dar um ministério", disse-lhe o amigo importante. "Não, isso é muito para mim, queria um lugar assim como escriturário, no ministério". "Nesse caso, você precisa passar num concurso". Esse é o paradoxo do presidente Lula: pode chegar a presidente, mas não conseguiria passar num concurso de escriturário.
O "Diário Oficial" da União desta segunda-feira traz os decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que regularizam territórios quilombolas em 14 Estados brasileiros. Para isso, estão sendo desapropriados 342 mil hectares de terra. Mais de 3.800 famílias serão beneficiadas. Após o pagamento de indenização aos proprietários, as famílias terão acesso a todo o território e, posteriormente, receberão também o título de domínio definitivo das terras, que é coletivo e inalienável (não pode ser vendido nem cedido).
NB – Já pensaram se alguma dessas comunidades progride e suas terras se valorizam?
De vez em quando, eu me pergunto se os comunistas brasileiros são analfabetos ou cegos. Depois de tantas e tão conhecidas barbaridades perpetradas na extinta União Soviética e na Alemanha Oriental (vide questão do Muro de Berlim) como é que alguém tem coragem de achar que o comunismo é uma boa causa?
Agora estamos às voltas com essa visita de um expoente do atraso asiático e podemos ver como é difícil chegar a um acordo, quando se trata de política (em religião a coisa ainda é pior).
Lá,(no Irã) os bahá'ís (maior minoria religiosa presente no país) enfrentam as mais vastas consequências da discriminação religiosa, tendo negadas licenças de trabalho, acesso à educação e justiça. Suas propriedades e locais sagrados são confiscados e depredados. Nos últimos 30 anos, mais de 250 foram executados; mais de 200 foram presos arbitrariamente, intimidados e molestados desde 2005 – tudo por não aceitarem negar sua fé. Seus 7 líderes nacionais continuam presos arbitrariamente há mais de 18 meses tendo sua defesa sido constantemente obstaculizada.
O coordenador nacional do Movimento Democracia Direta, Acelino Ribeiro, levantou faixas de boas-vindas ao líder iraniano e disse que a visita deve ficar marcada na história de ambos os países. Ele se diz convencido de que Lula e Ahmadinejad vão discutir propostas que contribuam para um projeto de luta pela paz mundial.
- O que será Democracia Direta? Existe Democracia Indireta?
A prostituição está em decadência. Em poucas décadas, os salários despencaram, junto com o número de profissionais. O culpado? O feminismo. Afinal, as independentes mulheres contemporâneas que fazem sexo sem compromisso e de graça impuseram uma concorrência desleal às que desejam cobrar pelo serviço. Quem disse isso são o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner, autores de SuperFreakonomics. O livro, recém-lançado, é uma continuação do best-seller Freakonomics, de 2005. No primeiro livro, a dupla fez barulho ao dizer que existe correlação entre a liberação do aborto nos EUA nos anos 1970 e a queda nos crimes após duas décadas. Se não tivessem feito aborto, provavelmente essas mulheres não educariam bem seus filhos, o que os faria candidatos à marginalidade. No segundo livro, dedicam um capítulo à prostituição. O sexo era encarado de forma muito diferente no começo do século passado, dizem. Havia mais pudor. Agendas repletas de telefones à disposição para uma noite mais empolgada não existiam. Em nossa época, o sexo de popularizou e, consequentemente, se desvalorizou. As prostitutas vão ter que mudar de profissão. Uma boa opção para elas é a política (pelo menos no Brasil).
Há um movimento, ainda incipiente, mas com suficiente fôlego, para começar a projetar um nome de Iguape, para representar a cidade, em âmbito estadual. É bom que aqueles que se interessam pelo progresso da cidade fiquem atentos. Um político, do Vale do Ribeira, para se projetar além das fronteiras municipais, precisa, em primeiro lugar, ter apoio total em sua própria cidade.
No se me ocurre hablar de política en una galería de arte ni en el lobby de un cine, un teatro u otra institución cultural. La política en Cuba es un tema tabú que pasa por el susurro, el miedo y la simulación. La mención de ciertos personajes del poder provoca recelos en algunas personas y desdén en la mayoría, mientras la palabra disidente se asocia con derechos humanos y esta con locura y represión.
Hay quienes piensan que la política es un negocio estatal, cuyas agencias publicitarias son el Noticiero nacional de la televisión, la Mesa redonda informativa y los periódicos Granma, Juventud Rebelde y otros que reproducen el discurso oficial y exaltan palabras devaluadas como socialismo, patria, nación, igualdad, resistencia e imperialismo.
É bobagem insistir na tecla de que a biografia filmada de Lula exagera as suas qualidades e diminui os seus defeitos. Todas as biografias que não são escritas pelos inimigos do biografado são assim. Quem lê as biografias de Napoleão, Churchill ou Kennedy, fica encantado com essas personalidades. Também se exagera nos defeitos, quando se fala de Hitler ou Stalin. O exagero, no caso desses dois, não diz respeito à sua atuação (tenebrosa) como políticos, mas na sua qualidade de pessoas. Então se fala de sífilis, complexo de Édipo, etc. Lembro que muitos, referindo-se às primeiras incursões na pintura, de Hitler, diziam que ele tinha sido recusado por uma academia vienense. Ninguém esclareceu a razão da recusa, dessa maneira ficou subentendido que ela veio em razão de sua incompetência. Mas eu vi os quadros de Hitler: são melhores do que os de muitos desses pintores consagrados, cuja única virtude é estarem de bem com seu meio social ou com o poder.
Mas voltando a Lula e sua biografia cinematográfica, afora as pequenas falsificações da verdade, facilmente verificáveis, ele realmente é uma figura notável, no panteão nacional. Mas, mesmo considerando só os presidentes brasileiros, suas proezas não são nada excepcionais. Na idade em que Lula já era aprendiz de torneiro mecânico e jogador de futebol, Juscelino Kubitschek andava descalço porque não tinha dinheiro para comprar um par de chinelos. E Juscelino não bebia cachaça, e estudava nas horas de folga. Por isso tirou um diploma de médico, antes de se tornar um expoente na política nacional. Lula, como Lech Walesa, preferiu o caminho mais curto da política sindical. Foi bem sucedido e, como diria Machado de Assis, "ao vencedor, as batatas".
O que é mais difícil: negar que houve o holocausto ou que existiu o mensalão? Essa disputa deve constar da agenda que orientará a visita do presidente iraniano ao Brasil. A verdade e a mentira são problemáticas para pessoas com responsabilidades tão complexas, como os presidentes de países, porque sua palavra não envolve só uma questão ética, mas política e social. Mas esses dois exageraram um pouco na dose de responsabilidade, e agora, em função de suas afirmativas, deverão disputar o nariz de Pinoquio.
O maior problema de Lula, entretanto, é justificar essa visita indesejável. Para manter a pose, vai ter que soltar mentiras piores do que a negação do mensalão. Mas antes que ele fale, é possível perceber algumas dessas justificativas, que valem, pelo menos, para alguns dos aloprados de sua corte. Uma delas é que o Brasil deve se comportar com independência, com relação aos Estados Unidos. Isso ele já vem fazendo, namorando o perfeito idiota sul-americano, Chávez, e também mantendo boas relações com o arcaico regime cubano. Receber o presidente iraniano é o ápice desse desafio ao homem que o chamou de "o cara".
Há uma discussão em andamento sobre o próximo realinhamento dos partidos, em função da aproximação do PT com as teses de "Centro", abandonando seus discursos radicais de esquerda. Desse ponto de vista, o PSDB seria pressionado a se alinhar com posições de centro-direita ou direita, uma posição desconfortável, mesmo no século XXI, suficientemente esquecido dos conflitos europeus de meados do século XX, isto é, comunismo e nazi-fascismo.
Percebo as coisas de modo diferente. O discurso "esquerdista" do PT não reflete sua ideologia, mas seu viés demagógico. Ele apela para a "classe trabalhadora" como se ela fosse constituída só pelos operários, e não pelos profissionais liberais, professores, comerciantes e industriais. Quer contrapor o homem da fábrica com os outros profissionais, como se o mundo atual fosse o mundo do século XIX, no qual Marx escreveu suas teses, quando a falta de informação permitia que um demagogo dividisse o mundo em exploradores e explorados, pondo estes últimos como os herdeiros da Terra, um viés do discurso cristão, que colocava o pobre como o herdeiro do céu.
Há muitos anos que ouvimos a charanga comunista de que os cubanos sofrem com o embargo comercial americano. Como todas as ditaduras, a cubana também cria suas fantasias, para manter o povo submisso. Em primeiro lugar, comércio é comércio, ninguém vai se negar a vender alguma coisa a alguém porque não concorda com seu modo de pensar. Imaginem um católico se negar a vender sua mercadoria a um protestante. Portanto, as dificuldades econômicas por que passam os cubanos devem receber sua explicação de outras causas. Sem especular demais, todos os países abaixo do Rio Grande sofrem problemas econômicos crônicos, com uma boa parte da população passando dificuldades, incluindo o Brasil. Cuba não é exceção.
Mas afora as mentiras próprias de um regime que não ousa confessar sua incompetência, pessoas não comprometidas com a ideologia vigente no país podem dar informações mais seguras sobre o que acontece lá. Assim, depois de tanta lamúria pelas malvadezas dos norte-americanos, ficamos sabendo pelo Blog"Generación Y", de Yoani Sánchez, de que uma grande parte do que os cubanos comem, comprados nos super-mercados locais, vem com a etiqueta "Made in USA".
Conforme explica Luís Nassif, "há uma característica que permite o combate imediato ao grande crime de colarinho branco: a maioria das transações passa por bancos. Assim, são facilmente rastreáveis, especialmente depois que o Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência) e o Banco Central adquiriram supercomputadores capazes de varrer os computadores do sistema bancário brasileiro". Segundo o articulista, só intervenções inibidoras da investigação, como a do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, (a fábrica de habeas corpus para magnatas), pode atrapalhar a investigação contra os crimes de colarinho branco. Ainda neste item, a grande vantagem do lado honesto da administração pública, é a satisfação que tem que ser dada aos parceiros comerciais externos, como os Estados Unidos, cuja polícia está interessada em cooperar com a nossa.
No Brasil, ou em qualquer país democrático, toda discussão de problemas que envolvem muitos interessados (o que significa eleitores) acaba virando um palanque eleitoral. Isso faz com que o assunto acabe desandando em bobagens, em vez de manter-se em nível de inteligibilidade. É o que está acontecendo com o problema do negro. Em vez de se ouvirem vozes científicas, ouvem-se vozes demagógicas. O resultado só pode ser más conseqüências.
Com relação ao problema do negro, no Brasil, o primeiro equívoco é a afirmativa de que eles pertencem a uma raça diferente. Muitas raças humanas existentes há milhões de anos atrás já desapareceram, com a preponderância da raça homo sapiens sapiens, que atinge desde o branco europeu, o chinês, o índio americano, os negros de várias etnias africanas, os hindus, australianos, etc. Os neandertais e outras raças humanas, diferentes da atual, desapareceram há milhares de anos.
O segundo equívoco é querer suplantar os preconceitos (que existem, realmente) com medidas que geram mais conflitos, como as cotas nas universidades. Essa medida foi um "achado" para substituir um preconceito por outro e, de contrapeso, pela rivalidade. No primeiro caso, qual o estudante universitário branco que não vai pensar (ou mesmo dizer) que o negro ao seu lado não passou pela competência, mas pelas cotas? E o que vai pensar o branco que ficou fora da seleção, apesar de ter tirado nota suficiente, porque era preciso satisfazer as cotas dos candidatos negros?
Só está faltando, para confundir mais o problema, que os coreanos, chineses, japoneses, paraguaios e bolivianos (descendentes dos índios americanos) também reivindiquem suas "cotas", porque foram, ou ainda são, discriminados pela nossa sociedade. Quem tiver a paciência de ler a história dos imigrantes, asiáticos (Gaijin) e europeus, vai saber do que estou falando.
É o número aproximado de habitantes na Coreia do Norte. Seu produto interno bruto (PIB) foi estimado em 2008, pelo Departamento de Estado americano em 1.200 euros por habitante, o que posicionaria o país no 189º lugar no ranking mundial
·42%
Segundo o Fundo das Nações Unidos para a Infância (Unicef), é a porcentagem das crianças norte-coreanas com menos de 7 anos que acusam atrasos de crescimento; 70 mil crianças sofrem de desnutrição grave no país
·Um milhão
É o déficit alimentar anual norte-coreano avaliado em toneladas de grãos. Seriam necessários entre 5 e 6 milhões de toneladas para alimentar toda a população. Em julho de 2008, o programa alimentar mundial quadruplicou sua ajuda: agora 5 milhões de pessoas recebem auxílio, no lugar dos 1,2 milhão anteriores
NB – O governo coreano e os estúpidos que o apóiam que se virem. O preocupante é termos, entre nós um Partido Comunista do Brasil, um Partido Socialista, etc. Não que eles façam diferença, na direção do país, mas que influenciem certas medidas, com sua filosofia retrógrada.
Em primeiro lugar, não vamos nos esquecer que o ministro Tarso Genro entregou a Fidel dois cubanos que desejavam desertar do "paraíso fidelista". Felizmente eles arranjaram um modo de sair de lá. Agora é o próprio Tarso Genro que se nega a entregar um terrorista acusado de assassinatos à Justiça italiana, tratando-o como refugiado político. São dois pesos e duas medidas: quando se tenta fugir do "paraíso socialista" o tratamento é um (mesmo que não haja assassinatos), quando se trata do fugitivo da justiça de uma democracia, o tratamento é outro.
Qualquer que seja a solução final, para esse caso, o Brasil já deu demonstração de que é a política e não a Justiça que norteia o comportamento de nossos mandatários. Alguns dos políticos favoráveis ao terrorista já se mostraram: os senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) (este a gente perdoa, já se sabe porquê) e João Pedro (PT-AM), e os deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), entre outros.
Estamos disponibilizando (ao lado) o Blog Generación Y, da prisioneira política Yoani Sanchez, para quem quiser notícias sobre o "paraíso cubano", do amigo (de Lula e Chavez) Fidel Castro. No mundo globalizado, a verdade caminha com a velocidade da luz. Infelizmente, a burrice também.
Brasil é o 75º país em índice de percepção de corrupção, atrás de Chile e Uruguai
Do UOL Notícias Em São Paulo
Em mais um ano consecutivo, o Brasil teve mau desempenho no relatório do Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional. O país marcou índice de 3,7 em uma escala que vai de zero (países vistos como muito corruptos) a dez (considerados bem pouco corruptos) e ficou em 75º em um ranking de 180 países avaliados. No ano passado, o país teve um índice de 3,5 de percepção de corrupção.
"O governo do Rio de Janeiro cancelou, desde janeiro do ano passado, 4.684 matrículas de servidores mortos que continuavam vivos em sua folha de pagamento. A medida resulta em uma economia anual de R$ 78,7 milhões".
Há quem defenda a economia de Iguape a qualquer custo, como a cobrança de taxa para ônibus, na Festa de Agosto, pedágio para passar de um município a outro, contratos fajutos de mão-de-obra, para trabalhos eventuais, etc. A idéia que preside a esse ponto-de-vista é que o importante é gerar o emprego, fazer a economia se movimentar, etc. É mais ou menos a filosofia daquele velho comerciante: "Meu filho, ganhe dinheiro, nem que seja honestamente!"
O problema dos países latino-americanos, africanos e alguns asiáticos é exatamente esse: ganhar dinheiro de qualquer jeito. É essa atitude que faz a diferença dos países anglo-saxônicos, francos e germânicos: estes apostam no trabalho, na produtividade, no progresso, na civilização. O lucro por quaisquer meios justifica a corrupção, esta estimula a preguiça e o improviso. Com esses ingredientes, uma parte da população, os espertinhos, ganham dinheiro e desenvolvem a filosofia de Gerson: os outros que se danem.
Segundo notícias desta semana, Da. Canô, 102 anos, vai telefonar ao Presidente, pedindo desculpas por seu filhinho Caetano Veloso (67 anos), que chamou Lula de "analfabeto e grosseiro". Faz bem a famosa mãe, não só do magricelo malcriado, mas também de uma das maiores cantoras brasileiras, Maria Bethania. Essas crianças de hoje falam as coisas sem pensar.
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", publicada no dia 5 de novembro, Caetano, ao demonstrar predileção pela pré-candidatura de Marina da Silva (PPV) à Presidência da República, disse que Marina não é "analfabeta nem grosseira como o presidente".
O fato desagradou a família de Caetano. Na sexta-feira (13), o irmão do cantor e compositor, Rodrigo Veloso, secretário de Cultura da prefeitura de Santo Amaro da Purificação, cidade na Região Metropolitana de Salvador, onde mora Canô, já havia feito um pedido de desculpas público, durante um evento na praça central da cidade, com a presença de secretários do governador Jaques Wagner (PT), em nome da família.
Recentemente, em Belo Horizonte, o presidente Lula fez essa afirmação:
“Alguns dizem assim: o bolsa família é uma esmola, o bolsa família é assistencialismo, o bolsa família é demagogia e vai por aí afora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, ainda fala: o bolsa família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe o bolsa família não quer mais trabalhar”.
Em 2000, Lula, então presidente de honra do PT, fez a seguinte reflexão:
“Olha, lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico, lamentavelmenteas pessoas não votam partidariamente e lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento,é conduzida a pensar pelo estomago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica, é por isso que se distribui tanto tíquete de leite porque isso, na verdade, é uma peça de troca em época de eleição e assim você despotiliza o processo eleitoral, você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, tentando distribuir bijuterias, espelhos, para ganhar os índios. Eles distribuem alimento.Você tem como lógica manter a política de dominação que é secular no Brasil”.
"O que está acontecendo é que a ação dos Estados nacionais contra o crime organizado, os tratados de cooperação internacional, e o aprimoramento das investigações, ganharam tal escala que, pela primeira vez, o combate está ferindo de morte o crime organizado. No Brasil, os sinais são nítidos. De algum tempo para cá, o uso de doleiros caiu sensivelmente. Nos ambientes mais internacionalizados de São Paulo, a prática comum de enviar dólares para o exterior foi substituída por posturas cuidadosas. A implosão do sistema Daslu - especialmente do modelo de contrabando de Piva de Albuquerque - bateu fundo." - A gente pensa que está lendo sobre Fernandinho Beira-Mar, para logo descobrir que se estava, na verdade, falando dos grã-finos, do chamado "crime do colarinho branco".
O The Financial Times trouxe matéria interessante sobre uma nova especialidade que está se desenvolvendo no Direito: os escritórios especializados em recuperar ativos financeiros, frutos de atividade criminosa. O foco da matéria é o escritório londrino LG, contratado pelo governo brasileiro e pela prefeitura de São Paulo para repatriar os recursos do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, depositados em contas no exterior. No paraíso fiscal de Jersey, estima-se que Maluf tenha depositado US$ 200 milhões. A novidade do episódio é que até então as ações judiciais eram restritas aos tribunais brasileiros. Agora, pela primeira vez são contratados bancas de advogados internacionais para ações em outros países. Antes disso, o governo brasileiro foi parte em uma ação do advogado Clifford Chance - que acabou montando um escritório no Brasil -, em ação contra banqueiros suíços, acusados de lavar dinheiro sujo. Foi o primeiro caso de uma acusação contra gerentes de bancos suíços, acusados de facilitarem a lavagem de dinheiro criminoso no Brasil.
COMO SE VÊ, AINDA HÁ ESPERANÇAS DE QUE O BRASIL COMECE A IMPORTAR HONESTIDADE, E DISTRIBUÍ-LA ENTRE OS NOSSOS POLÍTICOS, EM VEZ DAS MALANDRAGENS MARANHENSES E SUÍÇAS.
Setor privado ganhou muito com Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, em seu mandato, o setor privado nunca ganhou tanto como hoje. "Duvido que em algum momento da história o setor privado tenha tido tanto respeito do Estado como tem hoje, ou tenha ganhado tanto dinheiro", afirmou, em entrevista ao jornal britânico Financial Times. O presidente se disse contra o Estado ser "gerente" da economia, mas defendeu o seu papel como "catalisador do desenvolvimento".
O "Lulinha" que recebeu 5 milhões de presente para sua empresa que o diga!
Será que alguém ainda duvida que estamos em rota batida para o aquecimento global? As fortes chuvas que atingiram o Sul e o Sudeste do Brasil nos meses de seca provocaram estragos inesperados, apontaram falhas nos sistemas de contenção de enchentes e evidenciaram os impactos do crescimento acelerado das cidades e da ocupação do solo no clima. Segundo o professor Augusto José Pereira Filho, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciência Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo), as chuvas e o calor de julho, agosto e setembro foram excepcionais e mostram que o clima já mudou consideravelmente em algumas cidades do país.
APAGÃO
Acidentes como esse acontecem. O problema é que quando foi no tempo de FHC, os petistas vibraram, porque podiam apontar a incompetência do governo. Agora, o dedo indicador mudou de posição. A Ministra Dilma azulou, alguns palpiteiros do governo falaram dos raios (com desmentidos imediatos dos meteorologistas) e, assim por diante. Tudo bobagem. Como diz o ditado: o peixe morre pela boca.
Surgiu como brincadeira, mas é um assunto sério. O Casseta e Planeta sugeriu que sejam concedidas mais verbas para a educação do Presidente Lula. Porque o Presidente não sabe o que diz e seus áulicos têm um medo pânico de contrariá-lo, para não perder a "boquinha". Vejamos, por exemplo, o caso da Vale do Rio Doce. Prá começar, ela foi privatizada, o que é insuportável ao modo petista de governar, já que privou o partido dos empreguinhos "maneros", como é de gosto deles.
Agora o Presidente, naturalmente aconselhado por seus amigos, que também precisam de mais verbas para se instruírem, acharam por bem pressionar a empresa exportadora de minério na construção de uma metalúrgica, para exportar aço (com maior valor agregado, com ensinaram o Presidente a dizer) e não minério. Com a palavra Jorge Gerdau Johannpeter, o único que deveria ter sido consultado, em vez dos abobados do Palácio:
"A existência de excesso de capacidade de aço no mundo é uma constatação da World Steel Association, que recentemente divulgou que, em 2009, o consumo de aço será de 1,1 bilhão de toneladas no mundo, diante da capacidade instalada de 1,8 bilhão de toneladas."..."No Brasil, a situação não é diferente. Em 2009, a demanda interna no pais, atendida pela produção local de aço, deverá ser de 19 milhões de toneladas, contra uma capacidade instalada de 43 milhões de toneladas. Por isso, as empresas precisam comercializar excedentes de produção no mercado internacional cada vez mais restrito por medidas protecionistas de distintos países. A produção adicional e aço que vier a ser feita no Brasil, como conseqüência deverá ser exportada, em um cenário de adversidades crescentes".
Segundo o jornalista Maurício Savarese, Dilma ensaia tom eleitoral, chama oposição de 'incompetente' e ataca a imprensa. Em Guarulhos, num evento organizado pelo PT, com prefeitos do partido, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República, indicou que está deixando o tom professoral (leia-se tom estupidamente arrogante) para fazer pronunciamentos mais políticos. E afirmou neste sábado (7) que a oposição é "incompetente", não tem projeto para voltar ao Palácio do Planalto e que parte da imprensa se transformou em antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - essa é também a conversa de Lula, quando a imprensa revela que a maioria das obras do PAC está embargada por roubalheiras.
Em 1974, o vice-chanceler alemão Willy Brandt, prêmio Nobel da paz, em 1971, pediu demissão de seu cargo porque suspeitou-se que uma de suas secretárias fazia espionagem para a Alemanha Oriental. Reitero: pediu demissão porque "suspeitou-se".... Essa é a diferença de um país minimamente civilizado para um país "em vias de virar civilizado", há séculos. Na África ou na América Latina, se houvesse uma acusação dessas, contra uma pessoa ligada ao governo, o acusado (se pudesse) mandaria prender o acusador e continuaria no cargo. Bem, continuar no cargo, nem se discute. Ou então, se a acusação viesse pela imprensa, daria conselhos aos jornalistas: "vocês devem noticiar, não interpretar" ("interpretar", no caso, quer dizer: "não conte toda a verdade".
O caso do mensalão é típico. O Ministro-chefe da Casa Civil foi demitido como "cabeça" da tramóia. Ele trabalhava ao lado do Presidente, que "não sabia de nada". Os acusados continuam na lida, "não estão nem aí". A substituta de José Dirceu não faz por menos, no trato com a verdade (ou a mentira). Alega títulos universitários que não tem, nega entrevistas que teve com subalternos, faz propaganda eleitoral ilegal. E seu cartaz está bem alto. Como Maluf (o segundo colocado, nas eleições passadas) e Sarney, sempre prestigiado pelo presidente de plantão, pelos "bons serviços" prestados ao país, como surrupiar dinheiro através de "fundações" e empregar parentes na administração pública.
A partir do século XIX, a industrialização reuniu nas cidades um grande contingente de trabalhadores, ou, por outras palavras, um grande potencial humano para as disputas políticas, ou outras disputas quaisquer. Com relação a estas últimas, nos Estados Unidos, dos fins do século XIX e começo do século XX, irlandeses disputaram espaço com os italianos e com os negros; na Europa atual, imigrantes africanos e asiáticos defendem-se ou atacam os autóctones, em busca de espaço. Em determinadas circunstâncias, homens ou lobos agem da mesma maneira: percebendo seu potencial numérico, transformam-se em predadores.
Os políticos que têm faro para as circunstâncias sociais, aproveitam essa tendência para a disputa do espaço do poder, direcionando o "bando" para seus interesses. Prometendo o "Paraíso" para as classes obreiras, os políticos conseguem arrastá-las para a luta, em benefício próprio. Após a anarquia inicial, necessária para a desconstrução da organização política em vigor, os novos "donos do poder" montam outra ordem política em benefício próprio. Comunista, nazista, fascista, trabalhista, qualquer que seja a denominação, tudo se resume no poder de um grupo organizado de políticos.
No Brasil, o grupo em torno de Getúlio Vargas, canalizando o descontentamento de políticos nordestinos e sulistas, contra os políticos do eixo "café-com-leite", de Minas Gerais e São Paulo, conseguiu subir ao poder e proclamar o Estado Novo, uma espécie de fascismo subdesenvolvido, sob o qual foi criada uma legislação trabalhista para acalmar a luta de classes. Para consolidar o poder, distribuíram-se aos coronéis mais alinhados com sua política, a interventoria nos Estados e a intendência nos municípios. O discurso getulista sempre começava assim: "Trabalhadores do Brasil..." Mas os trabalhadores continuaram em suas próprias posições, só um pouco mais consolados, beneficiados pela Legislação Trabalhista, copiada, segundo os juristas, da "Carta di Lavoro", do fascismo italiano. Quando Jango Goulart, discípulo emérito de Getúlio, resolveu dar mais poder aos trabalhadores, a burguesia acionou o exército e a história da emancipação política do trabalhador, no Brasil, voltou à estaca zero.
Os movimentos políticos, as guerras e as revoluções que abalaram a Europa, do início a meados do século XX, não deixaram de ter influência no panorama político-social da América Latina. Por que da América Latina? Porque a América Latina, como um todo, estava (e, sob muitos aspectos ainda está), na "infância" ou, no máximo, na "adolescência": é sempre o conjunto dos "países do futuro", com um amadurecimento lento, com muitas paradas e regressões. Enquanto os Estados Unidos e Canadá cresceram durante a colonização e se emanciparam por terem atingido a "idade adulta", os países latino-americanos declararam sua "independência", como crianças ou adolescentes rebeldes, birrentas, que desejavam a liberdade, mas não dispensavam a mesada paterna.
Foi assim que, antes de termos uma burguesia progressista e assustada com as reivindicações sociais das classes baixas, tivemos o Estado Novo, uma espécie de fascismo caboclo; antes de formarmos uma classe trabalhadora unida e consciente, tivemos uma "revolução proletária", iniciada por militares (Lênin tremeu no túmulo); antes de termos um elenco de pesquisadores universitários, de alto nível, tivemos uma enxurrada dos últimos modelos tecnológicos, já prontos, criando uma dependência do mercado externo, pago com café, bananas e, agora, soja e minérios "em bruto".
Como se não bastasse a infantilidade sócio-política, fomos premiados, agora, em nível federal, com a política rasteira dos sindicatos do ABC, onde até um prefeito foi morto porque descobriu as maracutaias que seu partido fazia às suas costas. E coisas como os mensalões, organizados de dentro do Palácio da Alvorada, ministros tentando chantagear modestos cidadãos que denunciaram suas mentiras, só podiam acontecer nesse nível político. Mas como diz aquela música: "tudo passa, tudo passará!" Um dia atingiremos a tão sonhada maturidade (o nosso futuro) sempre adiada.
Não é de hoje que os americanos são acusados por todos os males ocorridos entre os "chicanos". O comportamento desleixado e a mania de jogar a culpa nos outros pelos próprios erros é um cacoete que começa no Rio Grande (limite norte do México) e termina naPatagônia. Por isso os mexicanos demoraram tanto a fazer um tratado de livre-comércio com os Estados Unidos, o que afinal deu uma sacolejada positiva na sua economia. O Brasil fugiu dos acenos yanques e agora prefere a companhia do Chávez (o perfeito idiota sul-americano) no MERCOSUL.
Agora são os hondurenhos que protestam nas ruas, acusando os EUA de ajudarem a tirar do poder seu presidente golpista. Segundo eles, "a OEA e o governo dos Estados Unidos são os cúmplices do golpe de Estado militar". Essa mesma acusação foi feita pelos brasileiros, na época em que os generais resolveram depor Jango Goulart.
"Se não fossem os ricos, como é que a gente ia ter emprego?" – Com essa lógica simples (mas não simplória) um operário definiu os problemas do mundo. É preciso alguém com vocação para acumular capital e montar as empresas, ponto de partida para qualquer tipo de economia. Antigamente os mais ricos eram também os mandatários políticos. Ulisses tinha a maior criação de porcos da Ilha de Ítaca, por isso era seu rei. No período histórico clássico, ainda vigorava esse sistema, sob o qual o Brasil foi descoberto e explorado, com o pretexto (justificado junto ao Vaticano) de salvar as almas dos índios.
O mundo moderno dividiu as funções de ganhar dinheiro e governar. Mas no fundo elas nunca se separaram. São os capitalistas que financiam as campanhas políticas e continuam a exercer influência na condução dos negócios públicos. Contra esse pano de fundo é que se armaram as revoluções proletárias da primeira metade do século XX. Acontece que os proletários, elevados à condição de patrões de si mesmos, não deram conta do recado de manter os dois pólos vitais da civilização: a civilização e o progresso. Em nome do progresso, rebaixaram a civilização. Acabaram não conseguindo nem um, nem outro. A União Soviética se transformou numa prisão político-geográfica, antes de retornar ao capitalismo e a China sacrificou várias gerações, antes de assumir um capitalismo meio estatal, meio individualista.
Quando Jorge Luís Borges recebeu uma condecoração de Pinochet, o sanguinário ditador chileno, houve um zum-zum de escândalo, no universo literário. Como um dos maiores escritores latino-americanos se rebaixava a apertar a mão, agradecido, de um crápula como Pinochet? Entretanto, quando Jorge Amado recebeu o prêmio Stalin e outras homenagens, na Rússia Soviética, só se ouviram aplausos por todo o lado. Afinal, qual a diferença entre Stalin e Pinochet? Que se saiba, é apenas uma diferença numérica: Stalin prendeu e matou dez vezes mais cidadãos que Pinochet.
Está claro, para quem sabe das coisas, que tudo se resume numa questão política: Pinochet era da Direita, Stalin da Esquerda. A velha luta de classes se afirma em todos os campos, seja na disputa pelo poder, seja nas homenagens públicas. Por causa dessa pendenga, muitos talentos brasileiros caíram no esquecimento, enquanto mediocridades foram exaltadas. Não quero mexer no vespeiro do gosto literário, mas se alguém me desafiasse para um confronto, nesse campo, eu aconselharia uma leitura atenta de qualquer dos livros da série "O tempo e o vento" de Érico Veríssimo, ao lado de qualquer livro de Jorge Amado (ou de Graciliano Ramos?).
Para uma platéia formada por catadores de materiais recicláveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o trabalho da imprensa, o que levou o público, estimado em cerca de 3.000 pessoas, a vaiar o grupo de jornalistas que acompanhava o seu discurso.
Lula afirmou que os formadores de opinião "já não decidem mais (...) porque o povo não quer mais intermediário".
Se vocês se embrenharem no meio dessa gente (...) para vocês conversarem sobre a vida deles (...) Publiquem apenas o que eles falarem. Não tentem interpretar. Em entrevista à Folha na semana passada, Lula disse que o papel da imprensa é "informar", e não "fiscalizar"..
Ao concluir as lições sobre jornalismo, o presidente minimizou a importância dos formadores de opinião no Brasil, afirmando que "o povo tem pensamento próprio" e adquiriu o gosto pela cidadania.
A América Latina não podia ficar longe da inquietação mundial, em torno das relações entre o trabalho e o capital. Nossa grande diferença é que nunca somos criadores, mas sempre importadores de idéias. E elas, normalmente, não vêm pela importação legal, mas pelo contrabando. Desse modo, nos chegam com "falta de peças", "difíceis de montar", sem qualquer manual de orientação. O resultado é que tudo aqui, em termos de inovações ideológicas, tem o "cheiro" do improviso, do "jeitinho", do mal-entendido.
Foi assim com o trabalhismo getulista, desenvolvido em plena ditadura, posto depois como fundamento de alguns partidos políticos, que não eram partidos, mas meras siglas partidárias, improvisadas para disputas eleitorais. Por sua vez, o socialismo revolucionário, em vez de uma base intelectual e operária, se deu melhor no ambiente militar. Numa época em que grande parte da população vivia no campo, ou, quando na cidade, era de origem rural, discutir a luta de classe ou o fetichismo da mercadoria era tão "fácil" quanto falar sobre cores a um cego de nascença.
A luta real, da esquerda armada, contra o poder constituído se desenvolveu plenamente só quando a sua vitória se tornou impossível, porque os adversários tinham tomado as rédeas do poder político e podiam contar com a força do exército e da segurança pública. A cegueira dos guerrilheiros, urbanos e rurais, lutando contra um poder descomunal, numa diferença de um Davi contra cem Golias, foi um fenômeno político-social tão curioso quanto aquele de dois mil anos atrás, dos cristãos desafiando o exército romano. Alguém poderia dizer que os cristãos acabaram vencendo. É verdade: só que trezentos anos depois, quando um Imperador se tornou cristão.
A proposta do Brasil, na reunião sobre o aquecimento global é cômica, se não fosse trágica: redução de 80% do desmatamento da Amazônia, até 2020. Pelos cálculos do governo, com essa providência, o Brasil deixaria de emitir cerca de 580 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. "É igual a todo esforço americano, se a lei deles passar no Senado", comparou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Quantas vezes já ouvimos que vamos acabar com o analfabetismo, até o ano tal? E com a fome? Não sei quanto ao analfabetismo, mas vi uma estatística da fome: 14 milhões de pessoas (agora!). Não tenho certeza se era menos antes. Quanto ao desmatamento, se o governo não tem nenhum controle AGORA, porque acha que o futuro presidente terá? Se o controle do aquecimento global depende dessas promessas, coitados de nossos descendentes.
"Falando em cinema, as cenas de abertura de '2001 - Uma odisséia no espaço', do fantástico S. Kubrick, (refiro-me à descoberta do uso do "osso" como arma) indicam o nascimento do domínio humano.
Data vênia – A meu ver, o osso como arma (poderia ser também para quebrar um coco) não indica o início da agressividade, mas da tecnologia a serviço da agressividade, que é uma categoria de ordem biológica (V. macacos, cães, gatos e ratos), e não "cultural", no sentido amplo, nascida a partir da "descoberta" de uma arma. As armas, iniciadas com o osso, deram mais eficiência à agressividade humana.
NB. Os macacos, também, quando podem, atiram pedras ou paus contra os inimigos.
O Século XX trouxe duas novidades para tentar de resolver o dilema já definitivamente batizado de luta de classes: o socialismo e o trabalhismo. O socialismo foi o caminho escolhido por aqueles que estavam fora do poder, pela fortuna ou pelo sangue (ainda havia nobreza no começo do século), e exigiam uma solução rápida para o impasse. O trabalhismo foi uma invenção da burguesia esclarecida, na tentativa de manter seus privilégios, dando um pouco mais de espaço ao trabalhador.
O socialismo ou comunismo (a diferenciação é perfunctória) "pegou" onde preponderava uma economia atrasada, baseada, principalmente na agricultura (Rússia e China). No Brasil, dividido entre uma população citadina europeizada e um campesinato dominado por coronéis, a revolução socialista frustrou-se. O trabalhismo, que na Europa ocupou rapidamente o espaço criado pela industrialização,(o nazi-fascismo foi apenas um trágico episódio) teve seus imitadores na América do Sul, naturalmente modificado pela cultura local: uma mistura de paternalismo, sindicalismo e grandes doses de demagogia. Os dois expoentes desse movimento foram Perón e Getúlio Vargas.
Perón, com sua fantástica vocação para a demagogia, conseguiu destruir a próspera economia argentina, que antes dele já atingira um nível europeu, e que, a partir dele, voltou aos patamares do subdesenvolvimento sul-americano, de onde nunca mais conseguiu emergir. Getúlio Vargas, ao contrário, diminuiu o poder dos coronéis, e criou condições para que o Brasil entrasse no século XX, pelo caminho inevitável da urbanização e da industrialização.
A expressão "luta de classes" é relativamente recente, na História, mas a rivalidade entre ricos e pobres, entre patrão e empregados, entre o senhor e os escravos, é antiga. O Cristianismo difundiu a esperança entre os que tiveram o azar de nascer "no lado de baixo": eles seriam os únicos a merecer o Reino dos Céus. Talvez para evitar que a pobreza se tornasse um ideal de vida, o que destruiria os fundamentos do Império, foi que os romanos passaram a caçar os cristãos. Já imaginaram pregar o Cristianismo entre os operadores da Bolsa de Valores?
A idéia do igualitarismo, tendo como base a humildade, com a promessa de benesses na eternidade, não "pegou". No século XIX, outro judeu (o espírito messiânico faz parte da genética dos judeus) percebendo a diferença numérica entre operários e patrões (como Espártaco percebera entre os senhores e os escravos, na Roma antiga), pregou a emancipação operária: "com a revolução, vocês só têm a perder as algemas".
A idéia-mãe da Democracia é a "oportunidade para todos". Nascemos diferentes, mas o livre arbítrio nos permite escolher nosso caminho. Essa convicção, entretanto, é mais firme entre aqueles que estão "por cima". Entre os que estão "por baixo", ela não parece muito clara, porque o caminho que lhes coube não é tão fácil como o dos "outros". Dessa maneira, o dilema, e o consequente conflito persistem, o que obriga a novas manobras, novas fórmulas, novas tentativas de pacificação entre os interesses contrariados.