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Blog de Benedito Machado


                           AS REPÚBLICAS RIDÍCULAS

Os europeus e os americanos do norte sempre consideraram os sul-americanos uns caipiras ridículos, sem jeito para a civilização moderna. E os sul-americanos não cansaram de dar motivos para esse julgamento. A sequência de golpes, ora de militares arrogantes, ora de ditadores demagogos, fez da América Latina um palco de comédias políticas, para diversão do mundo civilizado.

        Quando parecia que a cibernética estava trazendo um pouco de luz ao subcontinente, apesar do Chávez, surge esse caso de Honduras, uma espécie de fazenda norte-americana, que virou país, mas continua como se fosse uma propriedade rural, com seus coronéis. O presidente deposto vem com uma tropa de puxa-sacos até a fronteira e o coronel de plantão não o deixa entrar.

Conforme descrição do noticiário, o coronel deposto, veio de "camisa branca, seu habitual chapéu de vaqueiro e um megafone na mão". Para completar o quadro ridículo, fez-se acompanhar de um chanceler venezuelano, este também do elenco de palhaços sul-americanos. Zelaya diz que "Honduras de hoje é valente...este é um povo que sabe resistir à opressão com generosidade, liberdade, dignidade e patriotismo". A vantagem desses comediantes é que sua "performance artística" é gratuita.      



Escrito por B.Machado às 14h48
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Maranhão em Transe



Escrito por B.Machado às 22h36
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                    AS AUTO-HOMENAGENS

O pudor não é a qualidade mais bem distribuída entre nossos políticos.
Foi preciso que a Justiça (depois de perder o medo, naturalmente, a partir da baixa cotação dos "sarneys", na política nacional), tomasse a providência de acabar com as auto-homenagens dessa família de cangaceiros, que colocou o Maranhão no ridículo, nomeando os logradouros públicos com o nome de seus parentes. Até passarela do samba tem o nome de uma Sarney. O prédio do Tribunal Regional do Trabalho tem o nome de José Sarney, em São Luís há um bairro com o nome de Sarney Filho. E por aí vai. No tempo em que não era Presidente e combatia os abusos no país, Lula fez piada com isso. Hoje defende seu antigo rival, seu atual ridículo amigo.



Escrito por B.Machado às 18h47
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                             POBREZA OU BAGUNÇA?

Os países ricos ou são acusados de prejudicar os países pobres ou de não lhes dar atenção. Eu acredito na segunda hipótese. E os fatos explicam essa desatenção: ninguém agüenta a bagunça dos países pobres. Só para lembrar alguns problemas dos "coitadinhos": 1) em Honduras, o presidente queria imitar Chávez, o "perpétuo"; o presidente do Equador ajuda as FARCs da Colômbia e é ajudado por elas (money); na Venezuela e na Bolívia, não precisa nem falar; na Argentina, o casal de Presidenta e ex-presidente ficam milionários no cargo; no Paraguai, o Presidente não cumpriu seu juramento de padre (deixou filhos para trás), quem vai acreditar nele? E já entrou reclamando de um tratado que, se não houvesse, estaria despachando à luz de lampiões; no Brasil, bem, não precisa dizer, é só ver como está o Senado.



Escrito por B.Machado às 22h36
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                          O LIXO BRITÂNICO

Essa história do lixo "exportado" da Inglaterra para o Brasil teve um desdobramento didático inesperado. Em primeiro lugar, será que alguns países mais desenvolvidos estão pensando, ou já estão fazendo (no caso em pauta foi um ato repudiado de lado a lado) essa "limpeza em sua casa" à custa do "quintal do vizinho"? Em segundo lugar, será que os países desenvolvidos não estão agüentando mais a quantidade de lixo que sua população está gerando? Em terceiro lugar, o mundo está preparado para conter todo o lixo que produz?

        Esta terceira questão é pouco lembrada em nosso meio leigo, porque só pensamos no lixo de nossa casa. Não tomamos conhecimento do lixo atômico, tecnológico (pilhas, baterias), hospitalar (medicamentos, produtos químicos), industrial, etc. Os oceanos estão cheios de material plástico que os peixes engolem e morrem; nos rios amazônicos corre mercúrio da mineração do ouro; muitos rios, como o Tietê, estão "mortos" pelos resíduos industriais; e até nosso rio Ribeira de Iguape tem chumbo e outros metais pesados "repousando", depois de acabarem com a fauna de fundo, como os cascudos e bagres.

        Enfim, é bom que, de vez em quando, aconteça alguma barbaridade, como essa de exportar lixo, para que os problemas correlatos venham à baila. Por enquanto, três homens foram presos, na Inglaterra, por conta do lixo exportado. No Brasil, as coisas caminham em outro ritmo (como as investigações no Senado). O IBAMA "divulgou que pelo menos dois contêineres tinham uma mistura de lixo doméstico e de uso médico, como seringas e camisinhas. "Entretanto, 'A Agência de Meio Ambiente' não pode confirmar isso, neste estágio da investigação". Na Inglaterra começam por prender os responsáveis pelos crimes, e depois vão para os detalhes. No Brasil as investigações são desdobradas em tantos "estágios", que não se sabe quando acabam.



Escrito por B.Machado às 14h04
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                                   ADVOGADOS

Vamos ser sinceros: sem querer ofender, advogado é o profissional que tenta livrar o delinqüente do castigo. É seu trabalho, ele é pago para isso, ele vive disso. Nunca se soube de um advogado aconselhando seu cliente: "olha você realmente roubou o dinheiro e tem que pagar pelo seu crime: portanto, entregue-se!" Seria um escândalo, a OAB protestaria, os outros advogados tentariam "justiçar" seu colega traidor.

        Mas o que eu queria dizer é o seguinte: segundo uma estatística recente, o Brasil tem 1 advogado para cada 322 pessoas. Fazendo um cálculo hipotético, numa cidadezinha de 3.222 pessoas, teoricamente, teria 10 advogados; Iguape, no caso deve ter (se não tem está "devendo ter") 100 advogados. No Brasil todo (por enquanto), temos 571.360 advogados. Digo "por enquanto" porque vem mais por aí: a OAB divulgou uma lista dos aprovados no 1º. Exame da Ordem: são 58.000 bacharéis, "tinindo" para entrar no jogo (a notícia diz que Minas não entra nesse número, não sei por que).

        Mal comparando, quando tem muito peixe num rio, isso logo atrai muitos pescadores. Se há tanto advogado no Brasil (e quando digo "tanto" é porque eles abundam mais por aqui do que nos outros países) é porque nós temos, proporcionalmente, mais "foras da Lei" do que em outras plagas. Se quiserem uma prova disso, comparem as estatísticas de Brasília (o ninho das raposas) com o resto do Brasil: lá tem 1 advogado para 140 pessoas!



Escrito por B.Machado às 17h46
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              A HERANÇA DA ESCRAVIDÃO

Ultimamente tem-se insistido na "grande dívida" do Brasil para com os negros, que ajudaram a construir o país e só receberam em troca o preconceito e a marginalidade. No meu entender, o grande problema da escravidão, afora seu lado imoral, foi acostumar os brasileiros a pensarem no trabalho como algo que só deve ser feito pelas classes pobres, substitutas dos escravos.

        É esse preconceito contra o trabalho que levou muitos brasileiros a procurarem uma "boca" como aquelas que se oferecem no Congresso, que pagam bem e não exigem trabalho, mas muita puxação de saco. O "jeitinho" brasileiro também é resultado dessa ojeriza ao trabalho. Foi com esse jeitinho que montaram centenas de municípios no Brasil, em cidades que têm apenas 500 ou 1.000 habitantes, só para faturar nas prefeituras e câmaras.



Escrito por B.Machado às 21h21
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                   OS GRANDES HOMENS

É fácil ver grandes qualidades naqueles que ocupam cargos importantes. Luiz XIV media 1,65 m. de altura, mas os memorialistas da época viam-no como de “alta estatura”, de “aspecto majestoso”. Mesmo Saint-Simon, que não o apreciava reconheceu “seu talhe, seu porte”. Aliás, o próprio Luiz XIV desconfiava de tantos elogios, e zombava da subserviência de seus áulicos.

         Lula também deve rir (por dentro) daqueles que hoje o consideram um grande estadista, esperto, inteligente. Antes de ser presidente, mas já com notoriedade, como dirigente sindical – à frente dos mais bem articulados sindicatos operários – era apenas o "sapo barbudo", o sindicalista turrão, meio pinguço. Parece que seu confronto com Collor lhe deu a grande oportunidade de melhorar a imagem, na percepção dos eleitores. Depois que o play boy alagoano arrasou a economia brasileira, com o plano econômico mais estúpido que já foi bolado no mundo, Lula passou a ser lembrado como aquele que "podia ter sido" e, infelizmente, não foi. Agora está tudo bem, e os dois antigos rivais se abraçam em público, para mostrar que, no Brasil, é só paz e amor (e pizza).



Escrito por B.Machado às 16h09
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                       LULA E COLLOR

Não entendi porque os jornais puseram em destaque (irônico, claro) o encontro entre Lula e Collor. Afinal, vistas as coisas com objetividade, não há diferença entre eles, a não ser nas suas origens sociais e em algumas estratégias para "aparecer". Collor queria impressionar pela força e juventude: era fotografado fazendo "Cooper" ou treinando karatê; Lula viaja prá cá e prá lá, abraça presidentes e "faz conferências" tentando convencer que está em grande atividade.  

        Collor foi pego com a boca na botija; Lula usa a boca dos outros, para chegar à botija e, assim, escapa do "flagra". Enquanto seus auxiliares caem do galho, e seus aliados recebem processo, ele prossegue, impávido, no seu papel de "pai dos pobres". Collor conheceu o inferno do "impeachment", caso raro na política brasileira, Lula vai sair do governo (se não inventar um terceiro mandato, como seu amigo Chávez) "carregado nos braços do povo".



Escrito por B.Machado às 19h39
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                    A "LITURG$A" DO CARGO

Para quem não entende de poder, Sarney devia ter saído há mais tempo da presidência do Senado. Mas esse matreiro político maranhense conhece bem o seu ofício. Fora do poder, o homem não é nada, seja quem for. O que dá respeito às pessoas é a posição que elas ocupam, em qualquer sistema de poder, político, corporativo ou até religioso. E esse respeito não é só por parte dos áulicos ou puxa-sacos, é de todo mundo, ou da maioria das pessoas.  

         O poder não é representado só por uma posição política, é também derivado da conta bancária. Por isso muitos políticos roubam (e não só eles). Precisam ostentar riqueza, para aumentar o respeito do povo. Lembram de Joãozinho Trinta? "O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual". Essa quadrilha de sindicalistas que tomou o poder federal não veio muito abonada, para garantir sua permanência e possível retorno, nas reviravoltas da política. Por isso, precisaram inventar mensalões e empregos fajutos no Congresso, além de se pendurarem nas estatais. Mesmo burgueses com algum capital, como Collor, não descuidaram das finanças, para aumentar seu poder. Enquanto o dinheiro significar poder e respeito, haverá ladrões. E muita gente para aplaudi-los.



Escrito por B.Machado às 18h05
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                       NÃO É SÓ NO BRASIL

Segundo os jornais, o "casal Kirchner quase triplica seu patrimônio em um ano". Nos anos anteriores, então, o "lucro" foi mais retumbante: "O patrimônio sextuplicou, desde que Nestor chegou ao poder, em 2003, de US$ 2 milhões, no fim de 2003, a US$ 12 milhões, em 2008".

        A informação sobre as origens da fortuna do casal Kirchner é que eles ganharam muito dinheiro comprando imóveis hipotecados, nos anos 70. Os proprietários "enforcados" vendiam os imóveis por qualquer preço, para se livrar das dívidas. Bem, essa é a "versão do macaco".

        Depois dessa informação, Sarney virou "fichinha".



Escrito por B.Machado às 11h43
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                 O TURISMO DA MORTE

Uma instituição suíça, chamada Dignitas, tem como função ajudar as pessoas a "passarem desta para melhor", no processo vulgarmente chamado morte. Esse suicídio assistido tem atraído tantas pessoas para a Suíça que a viagem já recebeu o título de "Turismo da morte". Esse nobre trabalho parece ter se inspirado nos versos de Vinícius de Morais: "Se não houver o amor, é melhor tudo se acabar!"

        Como nos outros lugares essa prática é proibida, os parentes da "vítima", quando voltam aos seus respectivos países, são chamados pela Lei, para interrogatórios, embora isso não dê em nada. A Dignitas foi autorizada por uma lei de 1941, e o critério para ajudar o suicida é que ele sofra de uma doença que um dia vai levá-lo à morte, e queira abreviar seu sofrimento. Entretanto, mesmo pessoas que teriam uma vida mais longa, embora não muito agradável, como os tetraplégicos, têm procurado a instituição e isso causou controvérsias.

        O interessante é que, na própria Suíça, há gente contra esses procedimentos e, então, para evitar a interferência de insatisfeitos, o local da morte tem que ser meio escondido. Assim mesmo, há muita discussão entre os helvéticos, a respeito da morte assistida, porque eles não gostam de ser considerados recepcionistas de "turistas suicidas".



Escrito por B.Machado às 22h23
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                   COMO SUSTENTAR A CORRUPÇÃO

        Não é fácil sustentar uma classe política voraz e inescrupulosa. Para isso, o país precisa despender grande parte das rendas públicas. No momento, o dinheiro tirado do povo, para sustentar a "máquina" corrupta do Governo, está orçado em R$ 1,023 trilhões, ou seja, 35,8% do PIB (produto interno bruto).

        É altamente instrutivo comparar esses números com países onde os corruptos, quando são pegos com a "boca na botija", pedem demissão, em vez de ficar enrolando, como o Sarney. Lá não se pagam tantos impostos, porque a corrupção é bem menor. No Japão, por exemplo, a carga tributária corresponde a 18,4%, do PIB, na Suíça, 29,7%, e no Canadá, 33,3%. Já a Itália de Berlusconi (onde começa o mau exemplo) a carga tributária chega a 43,3% do PIB. Alguém poderia argumentar que a Dinamarca também tem uma alta carga tributária (48,9%), apesar de pouca ou nenhuma corrupção. Acontece que nesse país, como também na Suécia e Noruega, os serviços públicos, na área da saúde e educação, são tão bons que o povo tem garantia de que seu dinheiro é bem aplicado. No Brasil também sabemos "onde o dinheiro é aplicado" e aí é que as coisas ficam diferentes.



Escrito por B.Machado às 16h54
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                               CENSURA CHAVISTA

INFORME CULTURAL:

"Há pelo menos três livrarias no aeroporto de Caracas, mas se estiver em busca de um escritor consagrado da literatura latino-americana para passar o tempo antes do embarque, o visitante sairá frustrado de qualquer uma delas. O colombiano Gabriel García Márquez? "Não." O mexicano Carlos Fuentes ou o argentino Julio Cortázar? "Também não." O peruano Mário Vargas Llosa? "Nem pensar, só tenho esses aqui", diz a vendedora, desconcertada, apontando para uma estante quase vazia que começa com Culinária para crianças e termina numa série de análises sobre o socialismo do presidente Hugo Chávez. No centro da capital venezuelana ou em bairros de classe média a situação é a mesma. "As autoridades não estão liberando dólares para importar livros, papel ou tinta. E não adianta dizer que o problema é a crise, pois sabemos que há uma questão ideológica por trás disso", diz Andrés Boersner, dono de uma livraria".

        Hugo Chávez não aprecia críticas, ele só admite elogios, o que só consegue de alguns colegas abobados, da América do Sul.



Escrito por B.Machado às 11h51
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ATENÇÃO: CORINTHIANOS, SÃOPAULINOS, ETC.

Quem assiste um jogo de futebol põe seu organismo em perigo. Olhem só as conseqüências de um "ataque do inimigo" ao gol de nosso time:

- Captado o perigo, pelos olhos, a mensagem é enviada ao cérebro, que excita a glândula hipófise, produzindo o hormônio ACHT, desencadeando a produção de outros hormônios; a glicose então liberada energiza os músculos. Daí por diante, aumenta a adrenalina e a pressão fica 30% mais alta, acompanhada de taquicardia. A temperatura do corpo sobe e a digestão paralisa. Por tudo isso, para evitar problemas cardíacos, úlceras, hipertensão ou estresse, é melhor se inteirar do resultado do jogo pelo noticiário das 8.



Escrito por B.Machado às 18h00
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                  OS ATOS SECRETOS DO SENADO

Como é que se pode confiar num Senado onde ocorreram 663 decisões "secretas", sob o nariz dos senadores? Precisou uma comissão de sindicância e uma enorme pressão sobre o Presidente, para que ele tomasse a decisão de anular esses atos. Aproveitando o "mata-borrão" a Mesa Diretora do Senado "decidiu anular um dos atos, que estendia aos diretores-gerais do Senado o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares". Então os parlamentares têm um "plano de saúde vitalício"! Será que eles ganham tão pouco que não podem pagar um plano de saúde particular? Ou não confiam no SUS que criaram para o povo?  



Escrito por B.Machado às 14h53
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Antropologia Ecológica



Escrito por B.Machado às 20h10
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                          OUTRO CHAVEZ?

Em política, há golpes e contragolpes. Parece que o caso de Honduras, foi mais um contragolpe do que um golpe. Manuel Zelaya agora quer bancar o coitadinho, mas parece que tinha intenções "chavistas" de prolongar seu mandato, indefinidamente. Todo mundo sabe que quem está no poder está com a "faca e o queijo na mão", tem sempre razão e fica bem nas estatísticas de aprovação. Hitler, Mussolini, Franco, etc. também tiveram seus dias de glória. Quando "perderam o trono" seus partidários viraram a casaca. O povo aplaude os vencedores, não os perdedores. Até São Pedro disse que não conhecia Jesus, depois que este foi preso.

        



Escrito por B.Machado às 09h42
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                           A DUREZA DE SER PRESIDENTE

Quando Fernando Henrique era presidente, os "sem terra" invadiram sua fazenda (e os petistas vibraram). Agora os sem teto (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) acampam em frente ao apartamento do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e é possível que o DEMistas e o PSDBistas estejam gargalhando). Está claro que nenhum dos dois, nem FHC, nem Lula, são culpados por essa situação de "sem alguma coisa", mas como presidentes têm que arcar com o peso da miséria do país, assim como são aplaudidos quando as coisas dão certo.



Escrito por B.Machado às 09h53
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                "BELO" EXEMPLO

Um estudo sobre o perfil dos idosos brasileiros revela que quase metade da população (49%) acima de 60 anos admite dificuldades para ler e escrever. De acordo com o documento "Idosos no Brasil: vivências, desafios e expectativas na 3ª idade", 49% dos idosos do país são analfabetos funcionais - 23% dos entrevistados disseram que não sabem ler ou escrever, 4% afirmaram saber apenas escrever o próprio nome e 22% declararam  ter dificuldade com a língua escrita, seja por escolaridade insuficiente ou problemas de saúde.

Pela amostra que a gente tem dos atuais estudantes (do primário ao superior), daqui a trinta ou quarenta anos a estatística vai ser igual.



Escrito por B.Machado às 14h34
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                     EXPORTAÇÃO DE CÉREBROS

Cópia da Internet:

Driblar a escassez de recursos para pesquisas sempre foi, para os cientistas brasileiros, uma tarefa tão desafiadora quanto a de apresentar descobertas. Não por acaso, o País perdeu nas últimas décadas vários cérebros importantes para nações que abriram suas portas – e seus cofres. O paulistano Miguel Nicolelis é um deles. Ele trocou a Universidade de São Paulo pela de Duke, nos EUA, onde encontrou condições que lhe permitiram desvendar os mistérios do cérebro humano. Uma das maiores autoridades mundiais da neurociência, Nicolelis fez descobertas que servem de base para a medicina do futuro. Entre elas estão as próteses robóticas e os implantes neurais.  

 

Filho de um juiz e de uma escritora de bestsellers infanto-juvenis, Miguel Angelo Laporta Nicolelis nasceu no Bixiga (São Paulo) em 1961, formou-se em medicina em 1984, pela Universidade de São Paulo, e doutorou-se em neurofisiologia, também pela USP. Já o pós-doutorado foi na Hahnemann University, Filadélfia. Hoje, Nicolelis dá aulas de neurobiologia e engenharia biomédica na Universidade Duke e co-dirige o Centro de Neuroengenharia, onde estão os famosos monkey lab e rat lab em que cobaias batizados com nomes de personagens de ópera tornam-se protagonistas de experiências

Nicolelis – Eu saí do Brasil porque não conseguia espaço e verbas. As estruturas de fomento federal são arcaicas e não têm compromisso com a sociedade. Os agentes acham que são estrelas e se esquecem que só existem em função do cientista, que por sua vez representa a sociedade. No final das contas, é o contribuinte quem financia as pesquisas. Nos EUA, o governo aplica US$ 200 bilhões em ciência por ano. A iniciativa privada entra com outros US$ 200 bilhões. O setor de tecnologia da informação destina mais US$ 250 bilhões. Some tudo isso e terá o PIB brasileiro. Quem abre mão da ciência perde o bonde do desenvolvimento.

 

COMENTÁRIO - Não é o Governo o culpado por essa situação. Os culpados são os "mortos de fome" que só vivem na expectativa de oportunidades para ganhar dinheiro fácil. Se o Governo brasileiro resolver financiar pesquisas, vai haver tanto candidato (incompetente, mas com uma credencial do Sarney) a "pesquisador" que não haverá laboratório que chegue. Vai ser uma briga de foice.         



Escrito por B.Machado às 17h09
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                         PENITENCIÁRIA

Não sei porque essa ojeriza às penitenciárias. Nenhuma cidade as quer por perto. Será que preferem a presença dos delinquentes? Onde construir penitenciárias? No meio do oceano? As cadeias estão lotadas, o excesso de presos facilita as fugas, a solução é a penitenciária. Todo mundo concorda com isso. Mas na hora de construí-las, querem que isso seja feito nas outras cidades, bem longe. Isso está parecendo o caso do sujeito que queria ser curado mas sem tomar o remédio.  



Escrito por B.Machado às 19h23
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                           O BRASILEIRO "CORDIAL"

O "estilo" Sarney, que não é nada estranho no mundo político brasileiro, encaixa-se perfeitamente no conceito do "brasileiro cordial', do livro "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Holanda: o sujeito mais preocupado com suas emoções (cor, cordis = coração), colocando seus parentes e amigos acima do interesse público. Esse modo de legislar já é até tolerado, em âmbito municipal, estadual e federal, porque se tornou uma "instituição" e, mesmo quem não aceita essa regra, se resigna, porque não se pode lutar contra tudo e contra todos. Até muitos daqueles que não foram "convidados para o banquete", chegam a defender a "legitimidade" desse procedimento, porque argumentam: "Eu faria o mesmo!"

        É verdade que os "coronéis" do Norte e Nordeste brasileiro exageram um pouco. Um garçom na casa da filha, Roseana, recebendo 12.000 reais do Senado, já não é mais caso de nepotismo, ou "cordialidade", é caso de polícia. Mas o negócio funciona assim mesmo: quanto mais importante é o cargo, maior é o abuso dele. Afinal, o Lulinha não recebeu 5 milhões de dólares de presente? Não é por outra razão que Lula defende Sarney. Afinal de contas, ele também se esmera na "cordialidade".  



Escrito por B.Machado às 18h54
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                   O GRITO (de dor de barriga) DO IPIRANGA

A História do Brasil que aprendemos na escola nem sempre foi muito fiel aos fatos. Abaixo temos o relato do Barão de Pindamonhangaba, que estava na comitiva de D. Pedro I, quando ele teria proclamado "Independência ou Morte!":

 "Já havíamos subido a serra grande (quando) D.Pedro se queixou de ligeiras cólicas intestinais, precisando por isso apear-se para empregar os meios naturais de aliviar seus sofrimentos".



Escrito por B.Machado às 16h32
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                       O OVO DA SERPENTE

O "Ovo da Serpente" foi o nome de um filme de Ingmar Bergman, lançado em 1977, onde é focalizada a Alemanha de entre-guerras, com seu povo desarvorado, sem perspectivas e o nazismo às portas. Esse título estaria também apropriado para a história do tempo que precedeu a ditadura militar brasileira, quando alguns militares já experimentavam suas forças, mostrando a divisão esquerda/direita, que se esboçava no país.

        A notícia que me lembrou isso foi uma retrospectiva do jornal Folha de São Paulo, sobre uma rebelião de 75 oficiais da Aeronáutica, que deixaram de comparecer à posse do general Lott, no cargo de ministro da Aeronáutica, em 1958. Foram os oficiais da aeronáutica, também, os responsáveis pelo movimento contra Getúlio Vargas, que acabou com o suicídio do velho político. A aeronáutica sempre esteve "à direita", no espectro político brasileiro, e por isso se sentiu bem à vontade quando os generais deram o golpe e tiraram Jango Goulart da presidência.

        Do lado esquerdo do espectro político também se criam cobras. As greves do ABC poderiam ter alertado a burguesia brasileira sobre o crescente poder dos sindicatos. Não se pense aqui no sindicalismo como uma força que luta pelo direito dos deserdados. Essa é a "versão do macaco". Em política (e a greve é um movimento, antes de tudo político) se luta pelo poder. E os sindicalistas venceram a burguesia, tomaram o poder político. Hoje eles mantêm sob suas asas os remanescentes da ala podre da burguesia, os mesmos que, como o Sarney, estavam ao lado dos generais, quando estes prenderam o Lula.  



Escrito por B.Machado às 16h10
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MAIS ABSURDOS DA BOLSA DITADURA

Elio Gaspari alinha mais alguns casos absurdos, a respeito da chamada Bolsa Ditadura, a indenização que estão concedendo àqueles que sofreram algum problema nos "anos de chumbo" da Ditadura Militar. Entre eles, destacamos: "O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930. Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: ‘Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?’"



Escrito por B.Machado às 11h35
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                             PIADAS MARANHENSES

Roseana Sarney deu uma entrevista à Folha e se mostrou uma grande humorista. Grande "humorista" eu disse, porque mentalmente é uma anã. É impressionante como alguns políticos chegam tão longe, na sua carreira, sem melhorar nem um pouquinho sua cabeça. A maior "tirada" da filha do Sarney foi: "Meu pai não é apegado a cargo". Não sei como um repórter ouve uma coisa dessas e não desata a rir. É muito autocontrole!

        A segunda piada roseanense é, ao mesmo tempo, um sinal de refinada burrice e mau julgamento a respeito da inteligência dos leitores de jornal: "Todo mundo que assume um cargo pode querer se afastar ou não". Depois dessa ela deu um exemplo de irresponsabilidade e mau caratismo: "Acho que o presidente (do Senado) tem que pensar um pouco agora na situação política e não ficar resguardando a instituição, já que ninguém quer que seja resguardada."

        Depois de algum tempo na entrevista, "caiu a ficha" do repórter: "O que a senhora quer dizer quando afirma que o presidente não tem apego ao cargo?" A resposta foi na mesma linha anterior, isto é, humorística: "Que se ele achar necessário sair, ele sai. Não vai fazer nenhuma diferença para ele". E o arremate da piada, sobre o cargo de presidente do Senado: "No começo, ele não queria, mas todos os senadores do PMDB pediram".



Escrito por B.Machado às 11h39
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