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Blog de Benedito Machado


 

                                   ATÉ ONDE?

        Até onde nos leva uma conversa sobre o direito dos animais? Até o vegetarianismo ou pararemos no caminho? Como poderemos ter a coragem de matar e devorar a carne de um ser ao qual não queremos negar os direitos que, até aqui, reservávamos aos seres humanos? O ser humano já teve seus dias de animal, no tempo em que, como dizia minha sogra, “a força bruta dominava”. Proibida a escravidão, todos, eu disse “todos” os seres humanos passaram a ser considerados sob o mesmo padrão, sejam eles negros, amarelos ou brancos.

        Um artigo na seção Editoriais, da Folha de S. Paulo (08/04/2017), falando sobre os “Direitos não humanos”, isto é, direito dos animais, no caso símios superiores, nos leva a pesadas considerações sobre a dificuldade de colocar limites entre o homem e outros habitantes terráqueos, quanto ao respeito que devemos manter com relação a estes últimos: “Os macacos superiores (gorilas, orangotangos e chimpanzés) estão no fulcro de um raciocínio que esfumaça a fronteira, outra nítida, entre pessoas (sujeitos de direitos) e animais (tratados como objetos)”.

        O articulista, no caso, está se referindo ao fato de que os “defensores dos animais comemoram...a libertação da fêmea do chimpanzé Cecília. Ela recebeu um habeas corpus da Justiça argentina e, com isso, pôde ser transferida de um zoológico na Província de Mendonza para um santuário em Sorocaba (SP)”. Isso me faz lembrar alguma coisa sobre a defesa de um prisioneiro político, na ditadura brasileira, em que o jurista invoca, se não me engano, o “direito dos animais”, para defender um condenado dos maus tratos infringidos pelos seus carcereiros.

 

        Bem, mas o que queremos dizer é o seguinte: “de grão em grão, a galinha enche o papo”, isto é, de avanço em avanço, os seres humanos vão conseguindo, depois de 2000 anos de pregação e luta, aquilo que Cristo insistiu em pregar com outros rótulos que não o moderno slogan: “direitos humanos”.  



Escrito por B.Machado às 17h46
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                            OS PRÍNCIPE                 

        Eu tinha um tio que valorizava a realeza pelo que comiam. Quando terminava o almoço (e se alimentava mal, por conta de um regime obrigatório, em função da má saúde) dizia, (enganando-se a si próprio): Comi como um príncipe! Príncipe é uma palavra bonita, tanto que foi colocada em oposição a “mendigo”, naquela famosa peça ficcional. Meninas apaixonadas costumam chamar seus namorados de “príncipes” valorizando sua figura e sua paixão.  

        Pois agora, ao acaso, encontrei um texto falando que “nosso Libertador” “tratava a mulher aos chutes, mantinha uma amante ostensiva e se preocupava mais com seus bens do que com o governo do país”. “Príncipe à brasileira”, diriam os críticos de nossos costumes, sempre enviesados, quando comparados aos hábitos estrangeiros. A propósito, eu tinha um amigo que, quando a gente cometia uma grosseria, sempre repetia o mote: ”Eh! Inglaterra!”

 

        Nosso príncipe chegou a Imperador, e o título do meu antigo artigo a respeito era “O IMPERADOR CAFAJESTE”. Não lembro de ter recebido nenhuma censura, a respeito. Pouca gente tem a petulância de escrever certas verdades sobre alguns de nossos dirigentes pouco educados, mas não há dúvida que, à “boca pequena”, como se diz, saem “cobras e lagartos”! 



Escrito por B.Machado às 10h48
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VALE A PENA LER DE NOVO (26/06/2010)

 

                 ATENÇÃO, VICIADOS!

 

Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 215 pessoas em tratamento de dependência por álcool e outras drogas mostra que 47% dos homens têm alguma disfunção sexual. A estimativa de disfunção sexual masculina entre a população geral brasileira é de 18%.

Entre os principais problemas citados estão a ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação (4%). Além disso, 41% dos entrevistados não usam preservativos e 27% usam esporadicamente. Em média, os entrevistados tiveram 5 parceiras sexuais (!) no último ano e 31% já tiveram alguma DST (doença sexualmente transmissível).

        Somando ejaculação precoce, que deixa a parceira a “ver navios”, com a diminuição do desejo (idem) e dificuldade de ereção (idem, ibidem), temos 70% de mulheres sexualmente frustradas pelos parceiros que gostam de uma cachacinha. Os 31% de DST, além do mais, mostram que esses bebuns, não estão escolhendo bem as mulheres para “traçar”, além de não usarem preservativos, o que aumenta o risco, de lado a lado (ou acima e embaixo).   

 

Portanto, “parem de beber” seus abobados. Vale mais uma mulher na mão do que e 1copo e 1 garrafa na mesa!



Escrito por B.Machado às 08h52
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       MISTÉRIOS DAS LEIS BRASILEIRAS

        Leio numa revista: Cabral foi questionado por uma juíza...sobre as 1500 vezes em que usou os helicópteros oficiais para levar amigos e familiares à sua casa de praia em Mangaratiba. No mesmo dia, tornou-se réu pela quinta vez por corrupção. Ele já é acusado de 611 atos de lavagem de dinheiro, e ainda nem foi denunciado pela ocultação de 100 milhões de dólares no exterior.  

        Não é lícito “levar os amigos e familiares” em helicópteros oficiais 1 vez ou é preciso que sejam exatamente 1500 vezes? Também quantos atos de lavagem de dinheiro serão precisos para que isso se torne um ilícito penal? 1 vez? 10 vezes? Ou apenas “611 vezes”? E quanto a manter “dólares ilícitos no exterior”? Existe uma quantia que não se pode ultrapassar? Ou é preciso que sejam 100 milhões de dólares?

 

        De repente, o político é acusado e preso. Então a Justiça torna públicos seus pecados. Mas ela não revela como foi possível que os pecados precisassem ser tantos para que se tomassem as providências cabíveis. Parece que os juízes estavam viajando, os fóruns fechados, a polícia de férias e, então, na volta, todos ficam a par dos crimes de alguém. É hora, então de tomar providências: prender o culpado e fazer a soma de seus deslizes, o que dá nessa barbaridade! 



Escrito por B.Machado às 17h57
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       DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

        Nem sempre há bom entendimento entre os padres (emissários de Deus) e os carnavalescos, bloco de cidadãos onde se mesclam (segundo alguns religiosos) alegres foliões e provocadores infernais. Pois, agora, segundo leio num artigo na revista Veja:

        “Pela primeira vez na história, uma agremiação ganhou autorização (e até ajuda) de membros da Igreja para elaborar um enredo. Todos os seis carros e os cerca de 3.500 integrantes exibirão alegorias e adereços inspirados em papas, em apóstolos, no Espírito Santo, em Jesus Cristo e, claro, em Nossa Senhora da Aparecida, a estrela da festa”.   

        A revista relembra um antigo conflito, entre as duas entidades, quando o famoso carnavalesco Joãozinho Trinta quis colocar o Cristo Redentor mendigo, como abre-alas da Beija-Flor de Nilópolis. Rebelde, o carioca insistiu na sua alegoria, colocando a imagem  coberta com uma faixa com a frase “Mesmo proibido, olhai por nós!”  

        A memória não é meu forte, mas guardo antigas imagens que não me parecem criações de minha fantasia, sobre cidadãos compenetrados na purgação de seus pecados, rezando na Igreja do Bom Jesus de Iguape, e, mesmo, ajoelhados em confessionários, tentando uma reconciliação com sua Fé, depois de uma tempestuosa passagem pelo “Reinado do Momo”. E, agora, ao pé do ouvido, uma “dedada”: vi o sacristão varrendo discretamente uns confetes denunciadores, perdidos na proximidade dos confessionários!  

 

 



Escrito por B.Machado às 11h29
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VALE A PENA LER DE NOVO

De meu Blog em 18/6/2006


          O “NEGÓCIO” DAS DROGAS

            Sim, viciados em drogas, houve um tempo em que vocês não eram perseguidos. Baudelaire fumava ópio, Freud era um entusiasta da cocaína, que usava como anestésico, mas também como um ótimo estimulante; Carlos Castañeda, (A erva do diabo) e Aldous Huxley (As Portas da Percepção) preferiam a mescalina; Edgar Allan Poe, bem esse estava sempre de porre, nem sei bem tudo o que ele usou, mas Somerset Maugham (Um drama na Malásia, Contos dos Mares do Sul) “puxava uma fumaça” em suas viagens pelo Oriente. Naquela época, a coisa era até meio snob, tanto que Conan Doyle fez de seu herói fictício, Sherlock Holmes, um usuário eventual de cocaína, para colocá-lo “up to date”. Agora, pasmem: em farmácias de Iguape, na década de 40, era possível encontrar maços de cigarros “medicinais” de Cannabis Sativa, o apelido científico da maconha. Estragavam de velhos, na vitrine, pois, naquela época, a preferência geral era pelos cigarros que só dão câncer.

            Como se vê, a proibição das drogas deu um grande estímulo ao seu uso. Isso é o resultado da síndrome do Paraíso. Como sabem os leitores da Bíblia, se Deus não tivesse proibido ao primeiro casal humano de comer o “fruto da árvore do meio”, eles talvez nem tivessem percebido sua existência. A mesma coisa aconteceu com as drogas: postas fora da lei, despertaram a curiosidade dos jovens (e dos velhos assanhados) de todo mundo.  A procura aumentou e levantou o problema da produção e distribuição. A melhor solução foi a chamada “economia informal”, na qual não se pagam impostos, não tem tabela de preços, não se faz desconto; não há vendas a prazo e não se cultiva o feio hábito da inadimplência: quem não paga “desaparece”. Todas essas vantagens, que já tinham sido comprovadas durante a chamada “Lei Seca”, nos EUA, estão sendo confirmadas atualmente, num mercado que, no estilo MacDonald, está globalizado.

            A grande preocupação dos traficantes é manter a proibição. Para isso, eles devem providenciar, continuamente, generosas contribuições, por vias indiretas, claro, com as instituições religiosas, políticos demagogos e moralistas em geral, para as campanhas antidrogas. Por falta desse “know how”, é que os gângsters americanos perderam tão cedo seu “negócio” com as bebidas alcoólicas. Os traficantes de drogas atuais, com maior visão empresarial e melhor organização (a ponto de funcionarem até dentro das penitenciárias), parecem estar garantidos por muito tempo, no seu empreendimento “comercial”.



Escrito por B.Machado às 15h34
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            CRENDOS PADRE!

        Ah! Mamãe! O que diria mamãe das notícias que a gente lê nos jornais de hoje?

        “Musa da Rocinha, Fran Petersen pediu a ex-rainha de bateria Luana Caetano em casamento em pleno Sambódromo, na noite deste sábado (25). E Fran Petersen respondeu que sim, para delírio dos foliões que presenciaram a cena. "Não é todo mundo que fica noiva no Carnaval, época de azaração, né?", contou Luana em entrevista na Marquês de Sapucaí”.

        E o tal do Big Brother?

        “Emilly e Marcos protagonizaram cenas quentes embaixo do edredom no quarto azul e o doutor já até revelou nudez na cama com a sister. Nova Líder, a gaúcha, terá o quarto só para ela e o cirurgião plástico voltarem a agitar as cobertas. Mas em conversa com Roberta e Vivian, a jovem reclamou de dormir com o médico e não poder fazer sexo, já que se incomoda com a presença das câmeras do "BBB17". Enquanto isso, ele terá que continuar tomando chá preto como truque para controlar seu desejo sexual”.

 

 



Escrito por B.Machado às 10h11
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                        DÚVIDA

        Não há político que ganhe uma eleição com unanimidade. Ele sempre encontra pela frente um bando de opositores que enxergam nele defeitos que são invisíveis, ou, pelo menos, irrelevantes, aos seus eleitores. Os votos contrários são a contabilidade de suas deficiências. Se não de modo absoluto, pelo menos no modo comparativo, em relação aos seus adversários.

        Será que existiria um olhar suficientemente agudo, e neutro, com relação a ideologias e temperamentos, capaz de discernir com certeza o que presta e o que não presta, num ser humano? E, mais importante, num ser humano que se dispõe a cuidar dos interesses públicos, em nome de todos os seus eleitores?

        Essa dúvida angustiante deveria ocupar as mentes de todos os cidadãos, nessa hora decisiva de escolher seus dirigentes. Só que ele aparece como “dúvida”, mas não tanto angustiante. Há um certo tipo de eleitor que é capaz de mudar de ideia, no meio do caminho para as urnas, por conta do “palpite” de um amigo ou parente. São os chamados “Maria vai com as outras”, um tipo não muito raro, entre os brasileiros de pouca cultura.

 

 



Escrito por B.Machado às 09h51
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                        DÚVIDA

        Não há político que ganhe uma eleição com unanimidade. Ele sempre encontra pela frente um bando de opositores que enxergam nele defeitos que são invisíveis, ou, pelo menos, irrelevantes, aos seus eleitores. Os votos contrários são a contabilidade de suas deficiências. Se não de modo absoluto, pelo menos no modo comparativo, em relação aos seus adversários.

        Será que existiria um olhar suficientemente agudo, e neutro, com relação a ideologias e temperamentos, capaz de discernir com certeza o que presta e o que não presta, num ser humano? E, mais importante, num ser humano que se dispõe a cuidar dos interesses públicos, em nome de todos os seus eleitores?

        Essa dúvida angustiante deveria ocupar as mentes de todos os cidadãos, nessa hora decisiva de escolher seus dirigentes. Só que ele aparece como “dúvida”, mas não tanto angustiante. Há um certo tipo de eleitor que é capaz de mudar de ideia, no meio do caminho para as urnas, por conta do “palpite” de um amigo ou parente. São os chamados “Maria vai com as outras”, um tipo não muito raro, entre os brasileiros de pouca cultura.

 

 



Escrito por B.Machado às 09h48
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            FORROBODÓ LITERÁRIO

        Inimigo declarado do Governo estabelecido (ou, talvez de todos os outros) Raduan Nassar ganhou dele um prêmio literário. Tinha que dar confusão, e deu. Na atual conjuntura política brasileira, de absoluta confusão e falta de direção discernível, essa rebeldia, numa cerimônia nos arraiais da cultura, não chamou tanto a atenção do público, às voltas com seus próprios problemas, que não são poucos, neste início de século e de novos rumos, no mundo e nas ideias.

 

        O subtítulo em que o jornal (Folha) destaca as falas críticas do escritor já prevê o conteúdo da notícia: IMPOSSÍVEL CALAR! e, em continuação, destaca, a atuação do ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, responsável pela invasão de escolas e prisão de alguns notáveis rebeldes. A presidente da Biblioteca Nacional, que por ironia do destino se chama Helena Severo, comentou, sobre o incidente, com o embaixador de Portugal, Jorge Cabral (olha só como os fatos trocam ironias conosco) ter “sentido vergonha como brasileira”, pela situação. 



Escrito por B.Machado às 09h35
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                    A FACE OCULTA

        Eu sei que poucos vão acreditar, mas muitos de nós, seres humanos, carregamos, por trás da face de Dr. Jekyll, o espectro de Mr. Hyde. Para quem já esqueceu dessas figuras, relembro que são os nomes do famoso livro de Robert Stevenson: “Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde”, traduzido em Português como “O médico e o monstro”.

        Senão vejamos: Luíza Brunet, figura pública sobre a qual não há nada a explicar, porque todos a conhecem, casou com um tal de Lírio Parisoto, velho conhecido do mundo “socialite”.  Pois bem, adiantando o que vou explicar mais à frente, alguma coisa no inconsciente da modelo (e aqui entra minha teoria) levou-a a escolher um marido que seria a cópia renovada de seu pai espancador.

        Ora, direis, o que isso significa? Simplesmente, e aqui o Dr. Freud tem muito a dizer, o modelo de companheiro que a donzela escolheu (inconscientemente, claro) repete aquele que ela assimilou na convivência doméstica. Quer dizer, no caso, o Mr. Hyde (o monstro) que se ocultava na pele (inocente) do Dr. Jeckyll, também se projetou na percepção subconsciente da modelo, o que a levou a aceitar o “socialite” para seu companheiro.

        E deu no que deu......



Escrito por B.Machado às 10h32
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PENSAMENTOS IDOS E VIVIDOS – 1 (Ano ?)

             A GEOGRAFIA DOS DESEJOS

        O quarto ano do Curso Primário pode ser comparado ao momento em que você “mete a colher no bolo” e começa a engoli-lo aos pedaços. Ele vai terminar nessa operação, e queremos tê-lo absorvido em nós, que participaremos de sua substância, na sua qualidade de alimento e de prazer. No primeiro ano primário, a gente apenas sente o leve odor dos açúcares e fermentos, e imagina a matéria que os exala. Na medida em que vamos raspando sua superfície, ele começa a fazer parte de nossa natureza, no que tem de energia e de prazer.

 

        Como é provável que leitor suspeite, essas alegorias não me ocorreram neste crepúsculo da vida, mas são reminiscências de  minha infância, que consegui salvar do naufrágio da memória nas águas desse oceano desordenado que se chama vida.   



Escrito por B.Machado às 10h17
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             AS VANTAGENS DO FUXICO

 

        Há alguns anos, escrevi uma crônica sobre um médico que foi condenado a “respeitáveis” 180 anos de prisão, por conta do estupro de 37 mulheres. Meus comentários, então, a respeito, foram com relação às 37 vítimas (afinal, uma ia ao consultório, sofria o estupro e não contava para ninguém, nem ao marido?) e, com relação ao descalabro da Lei, condenando um sujeito a 180 anos de prisão, como se estivéssemos do tempo de Matusalém!

        Mas o que eu queria dizer, mesmo, no momento, é que isso jamais aconteceria em Iguape. Lembro de um fato escandaloso que aconteceu no tempo em que eu trabalhava numa farmácia em nossa cidade (a história é “danada”, mas já é fato passado, não me preocupo em comentar). Eu disse “escandaloso”, mas isso se refere à relação moral do fato com os costumes da época. Se fosse hoje, não passaria de um incidente passageiro, digno, no máximo de fofocas na mesa de um bar, ou no salão de cabelereiro.

 

        O “caso” é que o farmacêutico foi aplicar uma injeção nas nádegas de uma paciente e aproveitou a situação para “tirar uma casquinha”, sem medir as consequências. Pois a moça contou o caso ao namorado, que não era de “levar desaforo para casa” e veio “tirar satisfações”, com o abusado. Eu lavava umas seringas na pia, quando vi o rapaz ofendido entrar feito um “leão na arena” e avançar para cima do farmacêutico. Este só se salvou porque a “turma do deixa disso” se apressou em informar o caso ao irmão do ofendido, que entrou às pressas no laboratório da farmácia e agarrou o irmão, interrompendo o “aperto” do farmacêutico.  



Escrito por B.Machado às 10h49
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              COCAÍNA: UM “NEGÓCIO” DAS “ARÁBIAS”!

        Todos os governos constituídos lutam (ou dizem que lutam) para melhorar a situação econômica de seus cidadãos. Afinal, já não são tantos, (nem os próprios o fazem com tanta convicção) aqueles cidadãos que se preocupam com a moral pública, naturalmente depois de cuidar (ou descuidar) da própria. Assim, já que não dá para manter a prática dons bons costumes em níveis aceitáveis, que pelo menos a situação econômica não seja de envergonhar os cidadãos.

        Pois bem, conforme estudos muito bem fundamentados, a “máquina do vício” da cocaína, no Brasil, ocupa uma mão-de-obra de cerca de 3.500.000 de pessoas. É gente que daria para encher e sustentar (no bem-bom), mais de dez cidades de bom tamanho, com todo seu comércio, suas igrejas e seus políticos corruptos, ou não. Isso sem contar o fato de que os beneficiários do “negócio” sustentam outro tanto de pessoas: empregados domésticos, choferes, faxineiros (sem contar os médicos, enfermeiros e hospitais que tratam dos abusivos, e, “last, but not least”, advogados), e, ainda por cima, usufruem de diversões e confortos que criam oportunidades de negócios para outro tanto de cidadãos.  

 

        Bem, para encerrar, a repressão ao vício, por sua vez, ocupa (e sustenta) um rol não desprezível de cidadãos, (advogados, guardas, carcereiros, médicos) o que aumenta o montante dos ganhos econômicos do país, com esse “pecado” carnal. Então, para não me delongar demais, deixando de lado o evidente sarcasmo (ou gozação) implícitos na ideia, encerramos com a pergunta: DEVEMOS ACABAR COM UM NEGÓCIO DESSES?



Escrito por B.Machado às 09h22
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VALE A PENA LER DE NOVO....

 

De uma crônica de 14/12/2011 


ATENÇÃO, MACHARAL!!

Segundo o Dr. Jairo Bouer, uma pesquisa feita pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que 54% das mulheres fingem orgasmo – principalmente as que estão inseguras no relacionamento e acham que estão sendo traídas. O estudo foi feito com 453 mulheres heterossexuais, de 18 a 46 anos, que estavam num relacionamento há pelo menos 6 meses. Entre os motivos mais citados para fingir o orgasmo estavam “quero manter meu parceiro interessado na relação” e “quero evitar que ele se desinteresse da relação e me troque por outra mulher”.

Segundo os pesquisadores, esse pode ser um indício do valor evolutivo do orgasmo feminino: as mulheres que realmente atingissem o clímax conseguiriam manter seus parceiros por mais tempo, tendendo a selecionar os melhores. Além disso, há especulações de que o orgasmo feminino favoreceria a fecundação.

 

         Nada contra, mas é bom que os homens tenham em vista esse fato, antes de ficarem se bacaneando de sua macheza, quando sentirem grandes “estremecimentos”, na sua parceira!



Escrito por B.Machado às 10h39
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